Próxima Cúpula do Mercosul deve ser realizada nos dias 6 e 7/12 no Brasil

A presidência brasileira termina no fim do semestre

Cúpula do Mercosul na Argentina

A próxima Cúpula do Mercosul será realizada no Brasil e já tem data prevista, os dias seis e sete de dezembro. O evento deve ser realizado no Rio de Janeiro. O país assumiu a presidência rotativa do bloco no dia 03 de julho e fica no comando por seis meses. O último encontro de cúpula foi realizado na Puerto Iguazu, na Argentina.

Mercosul

O Mercado Comum do Sul (Mercosul) foi criado em 1991, com a assinatura do Tratado de Assunção, e é a mais abrangente iniciativa de integração regional da América Latina. Os membros fundadores são Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, todos signatários do Tratado de Assunção. O acordo estabeleceu um modelo de integração profunda, com o objetivo de formar um mercado comum, com livre circulação interna de bens, serviços e fatores produtivos, em paralelo à adoção de uma política comercial comum. O livre comércio foi implementado por meio de um programa que reduziu a zero a alíquota do imposto de importação para a maior parte do universo de bens. As regras internas facilitam o comércio dentro do grupo e também conferem vantagem, por ser um bloco, nas importações e exportações para outros continentes.

Novo integrante

A Bolívia deve ser oficializada como novo integrante do Mercosul. O processo teve início em 2015, mas necessitava de aprovação do parlamento. Na quarta-feira (18), a Câmara dos Deputados, por 323 votos a 98, o protocolo de adesão para a entrada da Bolívia no Mercosul.

Prioridades e polêmicas

Uma das prioridades da gestão brasileira é o fechamento do acordo com a União Europeia. Também deve entrar na pauta a oficialização do ingresso da Bolívia no bloco. Já a criação de uma moeda comum para as transações entre países da América do Sul, para substituir o dólar, é uma ideia que está sendo amadurecida. A volta da Venezuela ao Mercosul é um assunto que, por enquanto, não foi incluído na pauta. Na última cúpula, não houve discussão formal sobre o tema. Uma das condições para que o retorno ao bloco fosse avaliado era a Venezuela cumprisse preceitos democráticos como eleições livres e direitas.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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