Depois de reunião tensa, presidente estadual do PSD defende permanência e candidatura de Fuad à PBH

Prefeito foi questionado pelos colegas sobre falta de espaço para o PSD e reagiu ameaçando deixar a legenda. O presidente da sigla defendeu Fuad, mas outros colegas disseram que ele pode enfrentar resistência interna para reeleição

Prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman

O clima esquentou na primeira reunião entre o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), com o novo comando do PSD em Minas, que agora é presidido pelo deputado estadual Cássio Soares. No encontro, o deputado federal Luiz Fernando Faria (PSD) e vereadores cobraram do prefeito mais espaço para a legenda no governo municipal.

Fuad foi questionado sobre o motivo do grupo de Marcelo Aro (PP) ter três secretarias e o próprio partido do prefeito não ter nenhuma. O chefe do executivo municipal teria respondido que a distribuição das pastas foi uma estratégia para garantir a governabilidade, mas a resposta não convenceu. O peesedista disse, segundo presentes, que aquele não era o espaço para debater a questão e também cobrou participação do partido na gestão, dizendo que ninguém foi sentar com ele para discutir problemas da cidade. Na sequência, o prefeito, segundo uma das fontes da coluna, teria ameaçado deixar a sigla dizendo que se os pares não estavam satisfeitos poderiam liberá-lo da legenda.

No entanto, não só a permanência, como a candidatura de Fuad à reeleição foi defendida pelo presidente estadual do partido, deputado Cássio Soares. O parlamentar disse que o prefeito é “candidato natural” ao cargo e só não irá disputa-lo, caso não queira. Enquanto o dirigente defende o prefeito, um outro correligionário disse à coluna que se Fuad mantiver colegas de partido afastados, ele enfrentará resistência interna caso decida tentar a reeleição.

Apesar dos ânimos exaltados, outras fontes da coluna, que também estavam na reunião, disseram que o clima terminou ameno e que nada ultrapassou a normalidade de debates partidários. O ex-prefeito Alexandre Kalil, que também é filiado à legenda, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ex-presidente da sigla, não participaram do encontro. Além da reunião, na sede do partido, os correligionários gravaram peça partidária que será veiculada no final de junho.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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