Minas e União devem se reunir nesta semana pra discutir política de acolhimento a deportados dos EUA

Os vôos oficiais que saem, periodicamente, de solo americano e pousam no aeroporto internacional de Belo Horizonte (MG)

Deportação de imigrantes estadunidenses

O Governo de Minas deve se reunir ainda nesta semana com o governo federal para discutir a política de acolhimento para deportados que chegam dos Estados Unidos, segundo apuração da Itatiaia. Após a assinatura de um acordo, em 2017, entre os dois países, desde 2018 brasileiros são enviados periodicamente ao Brasil.

No entanto, com a promessa do presidente Donald Trump de aumentar as deportações, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, anunciou que o governo federal vai montar um posto de acolhimento humanitário no aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins, onde chegam os vôos mensais.

O último pouso em Minas foi no sábado (25) com 88 passageiros à bordo. Os que não conseguiram vôos para o destino final foram acolhidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social de Minas Gerais (Sedese-MG). Pelo que a Itatiaia apurou, três famílias de Cuiabá, Goiania e Itambacuri (MG) foram atendidas, além de dois adultos do Rio de Janeiro e Rondônia. Ao todo, foram 14 pessoas, dentre elas seis crianças.

Em nota, a Sedese respondeu que está mobilizado para o acolhimento. Leia a nota.

O Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), está mobilizado para garantir o acolhimento e o apoio integral às famílias brasileiras repatriadas que chegarem ao Aeroporto Internacional de Confins.
O governo assegura que essas famílias, sem condições de recursos próprios, recebam o suporte necessário no momento da chegada, com foco em um retorno seguro e tranquilo aos seus respectivos municípios de origem.

Além disso, a secretaria articulou com as assistências sociais dos municípios de origem para garantir a recepção das famílias nas suas cidades de destino.
Esse atendimento faz parte de uma série de ações do Governo de Minas que têm como objetivo garantir o bem-estar e a proteção dos cidadãos, principalmente em situações emergenciais.

A Secretaria informou ainda que, no ano passado, adotou um protocolo que vai abranger os deportados.

Em dezembro de 2024, durante a 15ª Semana de Direitos Humanos, a Sedese assinou um Protocolo de Intenções com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), visando melhorar as condições de acolhimento e assistência a migrantes e repatriados.

Na mesma ocasião, foi lançado o Guia de Atendimento a Pessoas Migrantes nos Serviços Públicos de Minas Gerais, que orienta os municípios a oferecer uma acolhida qualificada, humanizada e intercultural, conforme previsto na Política Estadual para a População de Migrantes, Refugiados, Apátridas e Retornados.

O Governo de Minas reforça seu compromisso com a proteção e o bem-estar dessa população, garantindo acesso aos direitos humanos e promovendo ações concretas para assegurar um acolhimento digno e eficiente.

A reunião entre representantes do Governo de Minas e Governo Federal ainda não tem data definida.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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