Bertha Maakaroun | De olho na campanha presidencial, Zema se apressa para bater o martelo da B3
Na carona do Propag, o govenador mineiro quer, com a venda da Copasa antes de se desincompatibilizar, em abril, sinalizar ao mercado o seu compromisso com investidores

Copasa e Copanor atuam em 637 cidades com abastecimento de água e, em 308 delas, também fornecem serviços de esgoto. Teve um lucro líquido de R$ 1,3 bilhão em 2024 e, entre janeiro e setembro de 2025, um lucro de R$ 1,07 bilhão. A privatização é decisão política, que consta da plataforma de campanha do governador Romeu Zema (Novo). Pré-candidato à presidência da República, Zema vai se desincompatibilizar do cargo em abril e tem pressa em vender a estatal. Ele já se espelha na imagem viral do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), batendo o martelo da conclusão de leilão com força, ao ponto de quebrar o símbolo da Bolsa de Valores de São Paulo (a B3). Zema quer sinalizar ao mercado a imagem de um gestor comprometido com a pauta desses investidores.
Jornalista, doutora em Ciência Política e pesquisadora


