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A conquista foi comemorada pela própria companhia em uma publicação na rede social X. Em mensagem, a Starlink agradeceu aos consumidores brasileiros pelo apoio, reforçando a relevância do mercado nacional para a operação do serviço.
Dados anteriores apontavam cerca de 600 mil clientes no país. Especialistas do setor lembram que as estatísticas internas das operadoras podem apresentar diferenças em relação aos números divulgados pela Anatel, já que os registros oficiais passam por processos de atualização que costumam ter atraso.
Nos últimos anos, a Starlink adotou uma estratégia discreta no Brasil. A empresa evitou debates públicos e controvérsias ligadas ao seu fundador, Elon Musk, e concentrou esforços na ampliação da cobertura e na oferta do serviço. Ainda assim, ações promocionais são comuns nas redes sociais, especialmente com condições voltadas a novos assinantes, em um movimento que coloca a internet via satélite em disputa direta com a fibra óptica em algumas regiões.
Apesar da presença crescente, a comunicação institucional da Starlink segue reservada. Executivos raramente concedem entrevistas, mas, segundo o Tecnoblog, há expectativa de mudança com a chegada de Paulo Esperandio ao cargo de diretor de desenvolvimento de negócios da SpaceX para a América Latina. Internamente, a avaliação é de que o diálogo com o mercado e a imprensa possa se tornar mais frequente.
A empresa se tornou sinônimo de conectividade em áreas onde o acesso à internet sempre foi limitado. No interior do país, especialmente em fazendas e regiões ligadas ao agronegócio, o serviço ganhou espaço. O mesmo ocorre em localidades distantes dos grandes centros, como comunidades e escolas do Norte do Brasil, onde a infraestrutura tradicional ainda enfrenta obstáculos.
Levantamento publicado pelo Tecnoblog em novembro de 2025 mostrou que a velocidade média da Starlink no Brasil saltou de 90 Mb/s para 140 Mb/s, um avanço de 55%. Mesmo com a melhora, o desempenho ainda fica abaixo da média global, que gira em torno de 220 Mb/s.
O próximo passo da empresa envolve um novo pedido à Anatel para a liberação do uso de satélites de segunda geração. Já autorizados nos Estados Unidos, esses equipamentos prometem conexões mais rápidas e estáveis ao operar em uma radiofrequência ainda pouco explorada.