A Polícia Civil de São Paulo aguarda o resultado das análises do Instituto Médico Legal (IML) para definir qual a causa da morte da mulher encontrada morta perto de um lixão, em Praia Grande. Monica Bragaia tinha 49 anos e, conforme o pai da vítima, era usuária de drogas e vivia em situação de rua há seis anos. Uma foto de Monica viralizou nas redes sociais após os familiares mostrarem o antes e depois.
A mulher foi encontrada morta no domingo (25), na Avenida dos Trabalhadores, no bairro Sítio do Campo, e identificada pelo pai. Conforme a Polícia Militar (PM), Monica não tinha sinais de violência.
Ainda segundo as diligências, a definição da causa da morte é que irá indicar as possibilidades de investigação sobre o caso. Benedito Bragaia, pai de Monica, contou que a filha começou a usar drogas por influência do namorado.
“Acabou com ela, com o serviço dela, com tudo o que ela tinha”, disse o pai em entrevista ao g1.
Benedito contou também que Monica trabalhava como promotora de vendas antes de se envolver com as drogas e que procurava o pai apenas para pedir dinheiro. “A gente sabia que qualquer hora isso ia acontecer”, lamentou.
Transformação com as drogas
Em uma publicação nas redes sociais, o jornalista Antônio Cassimiro publicou diversas fotos com Monica, quando ela estudou em uma escola onde ele trabalhava como inspetor.
“Hoje deixo uma homenagem à Mônica Bragaia, que partiu cedo demais, com 49 anos. A conheci quando fui inspetor de alunos na Escola São Francisco de Assis, no Boqueirão, em Praia Grande–SP. Tive a oportunidade de conversar com a Mônica cerca de três anos atrás, quando a encontrei já quase irreconhecível. Falei do valor que ela tinha para Deus, da pessoa linda que era por dentro e por fora e da importância de sair daquele caminho. Ela respondeu com um sorriso, dizendo querer mudar… mas sabemos o quanto a dependência química é cruel e devastadora”, disse ele em um trecho.
Monica Bragaia após dependência química.
Antônio ainda relatou que a morte de Monica reacende o alerta sobre os riscos enfrentados por jovens em situação de vulnerabilidade social.
“Nenhum ser humano merece um fim assim. Que agora ela esteja nos braços da mãe, acolhida, em paz. E que sua memória nos leve à reflexão, à prevenção e ao cuidado com quem ainda pode ser alcançado”, finalizou.