Funcionária obrigada a se fantasiar de ‘Mulher Maravilha’ desenvolve quadro depressivo e é demitida

Tribunal Superior do Trabalho determinou que empresa indenize empregada; mulher denuncia pressões por metas e exigências constrangedoras

Ferramenta on-line ajuda a detectar depressão e outros transtornos

Uma gerente de uma empresa de cosméticos foi demitida dois meses após retornar de um afastamento pelo INSS devido a um quadro depressivo desenvolvido por conta de experiências no trabalho. A mulher acionou a Justiça e o Tribunal Superior do Trabalho considerou a dispensa discriminatória.

Como pena, a empresa foi condenada a indenizar a vítima e deverá pagar o dobro do salário da gerente desde a data da dispensa até a publicação da sentença. Laudos médicos comprovaram que o transtorno depressivo estava associado ao estresse ocupacional.

Segundo a funcionária, a rotina de trabalho contava com pressões por metas e exigências constrangedoras, como participar de reuniões fantasiadas de Mulher Maravilha e anunciar produtos na rua usando um megafone e perucas coloridas. Além disso, a mulher teria sofrido mudanças de setor, inclusive com redução salarial.

Na decisão do TST, além do pagamento do dobro do salário recebido pela gerente, a empresa deveria arcar com uma indenização de R$100 mil por dano moral. Entretanto, o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) reduziu a indenização para R$35 mil e afastou o caráter discriminatório da dispensa.

A ministra Delaíde Miranda Arantes, relatora do recurso de revista da trabalhadora, trouxe à tona dados sobre quadros depressivos desenvolvidos em meio a ambientes de trabalho. Conforme apresentado pela ministra, a depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma das principais causas de incapacidade no mundo.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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