A assembleia dos servidores da educação, que acontece nesta terça-feira (1°), em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no Centro da capital mineira,
A prefeitura de BH oferece, desde o início das negociações, recomposição de 2,49%. Vale lembrar que os
A Justiça de Minas Gerais marcou para esta quarta-feira (2) uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de Belo Horizonte e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (SindRede-BH) para tratar da greve. A decisão foi publicada na última sexta-feira (27). No documento, a Justiça negou o pedido da Prefeitura para a paralisação ser judicializada.
Durante a manhã de hoje, a assembleia dos servidores da educação, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), bloqueia totalmente a avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras, na região Centro-Sul de BH. Os servidores instalaram cadeiras na porta da prefeitura.
Devido ao bloqueio total, o congestionamento na Afonso Pena chega às proximidades da praça Rio Branco, no Terminal Rodoviário da capital. Há reflexos também nos viadutos do Complexo da Lagoinha, no sentido Centro.
Os motoristas também encontram dificuldades para transitar pelo hipercentro de BH. A avenida Amazonas tem retenção, nos dois sentidos, entre as praças Raul Soares e Rui Barbosa. As ruas Curitiba, Caetés, Rio de Janeiro, Bahia, Tamoios, São Paulo e Espírito Santo também apresentam trânsito lento.
A avenida Bias Fortes é rota alternativa para quem segue em direção à região Centro-Sul.
A assembleia dos servidores da educação, em frente à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), bloqueia totalmente a avenida Afonso Pena, no sentido Mangabeiras, na região Centro-Sul de BH.
Audiência de conciliação
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) Leopoldo Mameluque designou uma audiência de conciliação para a esta quarta-feira (2), às 11h, na sede do Poder Judiciário, no bairro Serra, na região Centro-Sul, para discutir sobre a greve dos trabalhadores da rede municipal da educação, iniciada no dia 6 de junho.
O encontro foi marcado depois que a PGM propôs uma Ação Declaratória de Ilegalidade/Abusividade de Greve, com pedido de liminar em face do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede), que foi negada por Mameluque. As determinações são da sexta-feira (27).
Judicialização
O prefeito anunciou que o órgão vai judicializar a greve dos professores da rede municipal. Ele também determinou o corte de ponto dos profissionais que aderiram à paralisação.
“Semana que vem já é dia de passar as folhas de ponto para todos os professores e professoras. Eles já terão acesso e lá vão perceber que todos os dias em greve foram cortados. Não existe a possibilidade de pagar uma pessoa que não foi trabalhar. Eu não posso fazer isso, a lei não me permite fazer isso”, afirmou.
A decisão foi comunicada
Segundo Damião, a proposta apresentada pelo município garante ganhos acima da inflação acumulada nos primeiros meses de 2024, e está alinhada ao que foi oferecido a outras 13 categorias de servidores, que aceitaram o acordo.
“O que nós propomos está dentro do que a Prefeitura já vinha fazendo com todas as outras categorias. Todas aceitaram. Apenas o sindicato dos professores não aceitou”, declarou.
O prefeito reforçou que Belo Horizonte já paga salários acima do piso nacional da educação. De acordo com ele, os 2,49% oferecidos agora se referem apenas ao período de janeiro a abril, antes da nova data-base implementada pela atual gestão.
“A partir de maio, juntando com o próximo ano, a gente faz toda a recomposição do ano. E, assim como fizemos ano passado, nós não só pagamos a inflação, como demos ganho real”, disse.
Damião também criticou os índices pedidos por parte da categoria: “Querem seis, querem sete, um chegou a falar em 20%. Nós temos que ter responsabilidade com o dinheiro que temos para administrar”, afirmou.