A Justiça de Santa Catarina instaurou, nesta terça-feira (10), um procedimento preparatório para investigar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel.
De acordo a 40ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, o procedimento foi instaurado a partir de diversas representações recebidas contra a conduta do delegado no caso do cão Orelha.
Agora, o Ministério Público irá avaliar a necessidade de instauração de inquérito civil para possíveis ações judiciais.
Em nota divulgada pela PCSC, o delegado afirmou que não foi notificado sobre a instauração do procedimento preparatório.
“Estou absolutamente tranquilo e confio na atuação do Ministério Público. Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação [do caso Orelha]”, afirmou.
“E as informações que recebi e declarei em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público. Todas as entrevistas nunca citaram nomes ou apresentaram fotos ou vídeos que identificam os investigados, sendo que o inquérito policial que apurou a possível coação no curso do processo era público”, acrescentou.
O delegado se colocou à disposição do MP para esclarecimentos. Leia a nota na íntegra ao fim da matéria.
Vale lembrar que, durante as investigações do caso Orelha, o
Caso Orelha: PC pede apreensão de passaporte de adolescente suspeito de agredir cão Morre Pretinha, ‘fiel companheira’ do cão Orelha, após falência renal em Florianópolis Caso Orelha: saiba quais as provas da polícia contra o adolescente suspeito
MP pede exumação do corpo
O
A 10ª e 2ª Promotorias destacaram a importância de esclarecimentos específicos para apurar se houve ou não coação durante o processo.
Caso Orelha
Segundo o inquérito da PC,
O
Devido à crueldade com o cão, o caso Orelha tomou uma proporção nacional.
Leia a nota do delegado-geral:
“Nota do Delegado-Geral
Não fui notificado sobre a instauração do procedimento preparatório. Mas pelo que entendi a instauração decorre de supostas falas na coletiva da imprensa do dia 27/01.
Estou absolutamente tranquilo e confio na atuação do Ministério Público. Não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional, pois não sou e nunca fui responsável pela investigação. E as informações que recebi e declarei em coletiva não eram sigilosas, mas de conhecimento público. Todas as entrevistas nunca citaram nomes ou apresentaram fotos ou vídeos que identificam os investigados, sendo que o inquérito policial que apurou a possível coação no curso do processo era público.
Estou à disposição do Ministério Público para esclarecer o que for perguntado.
Saliento que há informações de representações no MP em contexto apresentadas por movimentos políticos e motivações escusas ideológicas contra a PC e SC.
Respeitosamente.
Ulisses Gabriel
Delegado-Geral da Polícia Civil”
*Com CNN