Polícia pede internação de adolescente após concluir inquérito da morte do cão Orelha

Pena é equivalente a prisão de um adulto; além da punição do adolescente, três adultos foram indiciados por coação a testemunha

Homenagem a Orelha na Praia de

A Polícia Civil de Santa Catarina pediu, nesta terça-feira (3), a internação do adolescente apontado como responsável pelas agressões que culminaram na morte do cão Orelha. Além da punição para o menor, a instituição também pediu indiciou três adultos por coação a testemunha.

O inquérito que investigou a morte do cão Orelha foi concluído nesta terça-feira (3) após o depoimento do autor nesta semana. Cão Orelha morreu em 4 de janeiro após ser brutalmente agredido na Praia Brava, em Florianópolis.

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O cachorro era comunitário e recebia cuidados dos moradores do destino turístico da capital catarinense.

O adolescente apontado como autor das agressões viajou para fora do Brasil no mesmo dia em que a Polícia Civil teve conhecimento de quem eram os suspeitos do caso.

O suspeito ficou no exterior até o dia 29 de janeiro. No retorno, o adolescente foi interceptado pela Polícia ao chegar no aeroporto.

Ao perceber a presença dos militares, um familiar tentou esconder um boné rosa que estava em posse do adolescente, além de um moletom.

De acordo com a Polícia Civil, as peças de roupas foram importantes para investigação. O familiar tentou ainda justificar a compra do moletom na viagem, mas o próprio adolescente admitiu que já possuía a peça, que foi utilizada no dia do crime.

Investigação

As investigações foram conduzidas pela Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA), ambas de Florianópolis, em Santa Catarina.

Para encontrar o autor do crime, mais de mil horas de filmagens na região foram analisados. Ao todo, 24 testemunhas foram ouvidas e 8 adolescentes suspeitos foram investigados.

De acordo com a polícia, por volta das 5h25 da manhã, o adolescente saiu do condomínio na Praia Brava. Às 5h58 da manhã, ele retornou para o local com uma amiga.

O adolescente, no entanto, informou que havia ficado dentro condomínio, na piscina. Contudo, câmeras de segurança flagraram ele deixando o local.

Durante as apurações do inquérito, a Polícia Civil teve que evitar vazamentos sobre o que estava sendo apurado. Isso já que o adolescente estava fora do país durante a investigação, com isso, havia a apreensão de que ele empreendesse fuga ou descartasse elementos que comprovariam a autoria, como o celular.

Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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