Cão Orelha: adolescente deixa de ser suspeito e passa a ser testemunha do caso

Polícia ainda pretende ouvir outros adolescentes que estão sob suspeita. Os nomes, idades e localizações deles não foram divulgados

Homenagem a Orelha na Praia de

A Polícia Civil de Santa Catarina afastou a participação de um dos quatro adolescentes na morte do cão “Orelha”. A investigação confirmou que o jovem não se encontrava na Praia Brava, em Florianópolis, no momento em que ocorreu o crime.

Conforme informações da Polícia Civil, a família do adolescente apresentou evidências que comprovam sua ausência na praia, uma afirmação corroborada pelas imagens acessadas pelos investigadores do caso. Com isso, o adolescente deixa de ser considerado suspeito e passa a ser tratado como testemunha no inquérito.

A Polícia ainda pretende ouvir outros adolescentes que estão sob suspeita. Os nomes, idades e localizações deles não foram divulgados. Dois dos adolescentes investigados, que estavam em uma viagem escolar à Disney, nos Estados Unidos, tiveram seus celulares e roupas apreendidos pela Polícia Civil na quinta-feira (29), no Aeroporto Internacional de Florianópolis.

Os mandados de busca e apreensão foram executados por agentes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA). As ordens judiciais foram expedidas após as polícias Civil e Federal tomarem conhecimento da antecipação do voo de retorno dos adolescentes ao Brasil.

Em contato, a defesa dos suspeitos informou que o retorno dos jovens foi previamente articulado com a polícia e confirmou que eles entregaram os dispositivos móveis e outros pertences às autoridades em uma sala restrita do aeroporto.

Os adolescentes também foram convocados a prestar depoimento.

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Contextualização do caso

O cão “Orelha” faleceu neste mês, após supostamente ter sido agredido por um grupo de adolescentes. Dois dos investigados estavam nos Estados Unidos quando a Polícia Civil instaurou o inquérito para elucidar a morte do animal e o crime de coação.

Três familiares dos adolescentes foram indiciados por coagir testemunhas envolvidas no caso. Na quarta-feira, 28, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte conseguiram uma liminar na Justiça que determina que plataformas digitais como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok removam postagens que contenham informações pessoais sobre os investigados. Segundo a defesa, o conteúdo veiculado infringe normas do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com informações de Estadão Conteúdo

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