Cão Orelha: artista homenageia cachorro em praia de SC

Morte ocorreu em circunstâncias violentas, levando à necessidade de eutanásia devido à gravidade das feridas que sofreu

Orelha foi brutalmente assassinado

A trágica morte do cão comunitário Orelha, que gerou grande comoção em todo o país após ser brutalmente torturado na Praia Brava, em Florianópolis, resultou em uma significativa homenagem artística nas areias da capital catarinense. Na manhã da última quarta-feira (28), o artista visual Reci Clayton utilizou a areia da Praia da Galheta como suporte para um desenho que ultrapassa os 40 metros, retratando o rosto do animal.

A obra, de natureza efêmera, visa transformar a indignação da sociedade em um memorial que promova a consciência sobre o respeito à vida animal. Orelha era um cão comunitário que contava com o apoio de moradores e frequentadores da região há cerca de dez anos. Sua morte ocorreu em circunstâncias violentas, levando à necessidade de eutanásia devido à gravidade das feridas que sofreu.

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O caso está sob investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, que apura a participação de um grupo de quatro adolescentes em uma série de atos infracionais na área. Conforme relatórios policiais, além da tortura contra Orelha, o grupo é suspeito de tentar afogar outro cão, chamado Caramelo, praticar vandalismo contra bens públicos e agredir profissionais que atuam na localidade.

Imagens publicadas nas redes sociais mostram a homenagem

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada, segue as diretrizes do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), uma vez que os suspeitos têm idades entre 12 e 18 anos. O delegado-geral Ulisses Gabriel informou que os esforços atuais estão direcionados à individualização das ações de cada jovem envolvido. Caso as infrações sejam comprovadas, os responsáveis poderão estar sujeitos a medidas socioeducativas, que, segundo a legislação brasileira vigente, podem alcançar até três anos de internação.

Enquanto o processo legal avança, a homenagem de Reci Clayton ressoa o clamor por justiça de ONGs e da comunidade local. O artista, que realiza intervenções na areia há 13 anos, destacou ter sido seu primeiro trabalho com foco no realismo, dedicando cerca de duas horas e meia para concluir a representação de Orelha.

Para ele, a iniciativa serve como um chamado à sociedade para refletir sobre a responsabilidade e o cuidado com todas as formas de vida, perpetuando o legado do cão que se tornou um símbolo da Praia Brava.

Com informações de CNN Brasil

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