Na tarde desta quarta-feira (28), a ativista
No Instagram, Luísa, que está acompanhando o caso de perto, expôs o documento do laudo e escreveu:
“Acompanhar de perto este caso, não tem sido fácil. Mas assim consigo ter acesso as informações reais. Aqui o laudo do cão assassinado covardemente pelos adolescentes.”, desabafou.
No laudo, constam informações de como estava o cão durante o exame realizado. Orelha tinha lesões graves na cabeça, sangramento bucal e nasal e algumas fraturas na mandíbula e maxilar.
Confira o laudo divulgado abaixo:
Luísa Mell divulgou o laudo clínico
Investigação
A ativista Luisa Mell acompanha o caso de perto e chegou a entrevistar a delegada Mardjoli Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal da Capital.
Em entrevista à ativista, a delegada contou que os quatro adolescentes cometeram uma série de outros atos além da agressão ao cão, que passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
“Existe uma série de outros atos ilícitos, atos criminosos, a exemplo de atos infracionais de crimes contra a honra, praticados contra os profissionais aqui da região, como porteiros, depredação de patrimônio, furto de bebida alcoólica, então todos esses atos vão ser também apurados”, afirmou.
Em razão desses atos dos adolescentes, um porteiro da região teria feito imagens deles para identificá-los e alertar seguranças da região. Essa foto foi apagada depois do envio.
Vale lembrar que, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, não há um vídeo que mostra as agressões contra o cão Orelha, informação que foi amplamente divulgada nas redes sociais.
O que se sabe sobre o crime?
O cão comunitário
O animal, que tinha 10 anos, teria sido agredido com pauladas. Uma denúncia apontou que
Orelha precisou passar por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos. Já o outro animal, um cachorro caramelo, teria sido jogado no mar por adolescentes, mas sobreviveu.
Dois dos envolvidos no crime estão nos EUA, de acordo com as investigações. No total, são quatro adolescentes suspeitos de cometer o crime e três adultos suspeitos de coação.
A polícia também apura a suposta participação de um policial civil e do pai de um dos adolescentes, que teriam coagido uma testemunha.
De acordo com o delegado Ulisses Gabriel, um indivíduo teria coagido uma testemunha durante a investigação policial, usando uma arma de fogo. Ela foi procurada pelos agentes, mas não foi encontrada.