Polícia de Goiás revela dinâmica de crime em que mineira foi morta por síndico; entenda

Ao que tudo indica, os ‘pontos cegos’ do sistema de monitoramento são justamente as escadas e o subsolo do condomínio

Daiane Alves de Souza foi encontrada morta após o síndico do prédio onde morava confessar autoria do crime

A Polícia Civil de Goiás realizou nesta quarta-feira (28) uma coletiva de imprensa para detalhar a dinâmica do assassinato da corretora mineira Daiane Alves de Souza. De acordo com a polícia, o síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, teria atraído Daiane até o subsolo do condomínio e cometido o crime.

A mulher desceu de elevador, onde foi vista pela última vez, até o local para verificar uma queda de luz em seu apartamento. Segundo testemunhas, o síndico costumava desligar a energia do prédio por atritos com Daiane.

Apesar de ter desvendado o local do crime, as investigações ainda não concluíram a causa da morte da vítima. Segundo a polícia, durante o depoimento, o síndico se recusou a responder perguntas sobre a dinâmica do assassinato da mineira.

A polícia também não pôde contar com imagens do circuito de segurança. O prédio onde o crime aconteceu tem ao todo 10 câmeras de segurança. Ao que tudo indica, os ‘pontos cegos’ do sistema de monitoramento são justamente as escadas e o subsolo do condomínio. Ainda segundo as diligências, o suspeito se aproveitou da falta de cobertura das câmeras e, no momento do crime, se deslocou pelas escadas para não ser visto.

O síndico e a vítima tinham um longo histórico de brigas relacionadas a administração de alguns apartamentos no prédio. Apesar disso, Cléber contou aos investigadores que a morte da corretora mineira não foi premeditada.

Crime e desaparecimento

Daiane Alves Souza foi vista pela última vez por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro, quando entrou no elevador do prédio filmando a situação com o celular. Segundo a mãe, o apartamento estava sem energia elétrica, o que teria levado a corretora a descer até o subsolo para tentar resolver o problema.

Imagens mostram Daiane indo até a portaria e, minutos depois, retornando ao elevador. Em seguida, ela desce ao subsolo e desaparece das gravações. A mãe afirmou que a filha não foi vista saindo do prédio nem retornando e destacou que o carro da corretora estava em Uberlândia, cidade natal da vítima.

Histórico de brigas

Segundo a família da vítima, e conforme informações divulgadas pela Itatiaia em 24 de janeiro, o Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cleber. De acordo com a denúncia, ele perseguia Daiane de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica, restringindo a liberdade de locomoção e perturbando a privacidade da vítima.

Ainda segundo o MP, a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane — que administrava apartamentos da mãe no condomínio — realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir daí, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica. A denúncia aponta ainda que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.

Síndico confessa crime

Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado Daiane Alves de Souza e indicou aos policiais onde escondeu o corpo da vítima, nesta quarta-feira (28). A mulher foi encontrada em estado de decomposição enterrada em uma área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, no sul de Goiás.

Cleber e o filho dele foram presos pela Polícia Civil, e o porteiro do prédio onde Daiane morava também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.

Vídeos registrados mostram o momento em que o síndico foi preso. Confira:

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.
Jornalista formado pela Newton Paiva. É repórter da rádio Itatiaia desde 2013, com atuação em todas editorias. Atualmente, está na editoria de cidades.

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