A Polícia Civil de Goiás realizou nesta quarta-feira (28) uma coletiva de imprensa para detalhar a dinâmica do
A mulher desceu de elevador, onde foi vista pela última vez, até o local para verificar uma queda de luz em seu apartamento. Segundo testemunhas, o síndico costumava desligar a energia do prédio por atritos com Daiane.
Apesar de ter desvendado o local do crime, as investigações ainda não concluíram a causa da morte da vítima. Segundo a polícia, durante o depoimento, o síndico se recusou a responder perguntas sobre a dinâmica do assassinato da mineira.
A polícia também não pôde contar com imagens do circuito de segurança. O prédio onde o crime aconteceu tem ao todo 10 câmeras de segurança. Ao que tudo indica, os ‘pontos cegos’ do sistema de monitoramento são justamente as escadas e o subsolo do condomínio. Ainda segundo as diligências, o suspeito se aproveitou da falta de cobertura das câmeras e, no momento do crime, se deslocou pelas escadas para não ser visto.
O síndico e a vítima tinham um longo histórico de brigas relacionadas a administração de alguns apartamentos no prédio. Apesar disso, Cléber contou aos investigadores que a morte da corretora mineira não foi premeditada.
Crime e desaparecimento
Daiane Alves Souza foi vista pela última vez
Imagens mostram Daiane indo até a portaria e, minutos depois, retornando ao elevador. Em seguida, ela desce ao subsolo e desaparece das gravações. A mãe afirmou que a filha não foi vista saindo do prédio nem retornando e destacou que o carro da corretora estava em Uberlândia, cidade natal da vítima.
Histórico de brigas
Segundo a família da vítima, e conforme informações divulgadas pela Itatiaia em 24 de janeiro,
Ainda segundo o MP, a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane — que administrava apartamentos da mãe no condomínio — realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir daí, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica. A denúncia aponta ainda que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.
Síndico confessa crime
Cléber Rosa de Oliveira confessou ter matado Daiane Alves de Souza e indicou aos policiais onde escondeu o corpo da vítima, nesta quarta-feira (28). A mulher foi encontrada em estado de decomposição enterrada em uma área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, no sul de Goiás.
Cleber e o filho dele foram presos pela Polícia Civil, e o porteiro do prédio onde Daiane morava também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos.
Vídeos registrados mostram o momento em que o síndico foi preso. Confira:
Veja! Suspeito de matar corretora mineira em Goiás chega à delegacia em silêncio
— Itatiaia (@itatiaia) January 28, 2026
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📹 @tudoemgoianiaa | Vídeo cedido à Itatiaia pic.twitter.com/TL1JSmquD1