Os hospitais filantrópicos que realizam a integralidade dos seus atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) afirmam que o “colapso assistencial” já atinge a rede,
“Os hospitais já ultrapassam seu limite operacional. Há dificuldades para cumprir a folha salarial. Além disso, fornecedores e prestadores de serviços também estão financeiramente estrangulados, o que compromete os estoques de medicamentos e insumos essenciais”, destaca a nota da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas).
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Segundo as entidades, a dívida que era de aproximadamente R$ 70 milhões em dezembro pode chegar a R$ 148 milhões até sexta-feira (30). Elas alertam que a situação pode ser “irreversível” se não houver a regularização dos repasses, impactando o atendimento ao paciente na ponta.
“Essas limitações impõem a redução da capacidade de atendimento ao SUS de alguns dos hospitais, o que não decorre de decisão deliberada, mas da obrigação técnica e ética de garantir atendimento seguro aos pacientes já internados e àqueles que ainda serão internados”, dizem.
Em nota, a Prefeitura de Belo Horizonte reafirmou que o acordo firmado entre o município e os representantes dos hospitais está sendo honrado. Somente em janeiro, a administração da capital afirmou que foram repassados R$ 177 milhões para as instituições de saúde.
“Os envios dos valores seguem ao longo deste mês e de fevereiro, observando os limites legais e financeiros e a efetiva disponibilidade de recursos do município. A Prefeitura reafirma o compromisso de manter a gestão responsável dos recursos públicos destinados ao SUS, garantindo a assistência necessária à população”, disse a PBH.
Veja a nota da PBH
A Prefeitura de Belo Horizonte informa que o que foi definido entre o município e os representantes dos hospitais permanece e está sendo honrado.
Seguindo o acordo, somente em janeiro, foram repassados R$ 177.146.934,75 às instituições. Os envios dos valores seguem ao longo deste mês e de fevereiro, observando os limites legais e financeiros e a efetiva disponibilidade de recursos do município.
A Prefeitura reafirma o compromisso de manter a gestão responsável dos recursos públicos destinados ao SUS, garantindo a assistência necessária à população.