Belo Horizonte será palco de uma manifestação em defesa dos direitos dos animais neste domingo (1°). Com concentração marcada para as 10h na Rua dos Guajajaras, em frente à entrada da tradicional Feira Hippie, o ato intitulado “Justiça por Orelha” pretende reunir protetores, ativistas e tutores em um clamor coletivo contra a violência.
O movimento surge como resposta à morte brutal de Orelha, um cão comunitário, em Santa Catarina, cujo caso gerou profunda indignação. O evento terá exibição de cartazes e faixas durante uma caminhada pelas vias do Centro.
Segundo a organização, a proposta é realizar uma passeata estritamente pacífica e ordeira, sendo a participação aberta a toda a população e seus respectivos animais de estimação.
Além de exigir a responsabilização legal pelos crimes de maus-tratos, o grupo busca sensibilizar a sociedade e pressionar o poder público pelo fortalecimento de políticas de proteção aos animais.
“O que aconteceu com o Orelha não pode ser tratado como um caso isolado. É reflexo de um sistema que ainda falha em proteger quem não tem voz. A população está cansada de ver crimes contra animais terminarem em impunidade”, afirmou o vereador Osvaldo Lopes (Republicanos), um dos idealizadores do ato.
Morte de Orelha
O cão comunitário
Os adolescentes também são alvos de
Três homens, um advogado e dois empresários foram
O caso causou revolta nas redes sociais. Diversos
Delegada comenta o caso
Em entrevista à ativista Luisa Mell, a delegada responsável pela investigação contou que os quatro adolescentes cometeram uma série de outros atos além da agressão ao cão, que passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.
“Existe uma série de outros atos ilícitos, atos criminosos, a exemplo de atos infracionais de crimes contra a honra, praticados contra os profissionais aqui da região, como porteiros, depredação de patrimônio, furto de bebida alcoólica, então todos esses atos vão ser também apurados”, afirmou.