Caso ‘Orelha': passeata em BH vai cobrar punição após caso de maus-tratos que chocou o Brasil

Movimento surge como resposta à morte brutal de Orelha, um cão comunitário, em Santa Catarina, cujo caso gerou profunda indignação

Cachorro Orelha, morto após ser espancado por adolescentes

Belo Horizonte será palco de uma manifestação em defesa dos direitos dos animais neste domingo (1°). Com concentração marcada para as 10h na Rua dos Guajajaras, em frente à entrada da tradicional Feira Hippie, o ato intitulado “Justiça por Orelha” pretende reunir protetores, ativistas e tutores em um clamor coletivo contra a violência.

O movimento surge como resposta à morte brutal de Orelha, um cão comunitário, em Santa Catarina, cujo caso gerou profunda indignação. O evento terá exibição de cartazes e faixas durante uma caminhada pelas vias do Centro.

Segundo a organização, a proposta é realizar uma passeata estritamente pacífica e ordeira, sendo a participação aberta a toda a população e seus respectivos animais de estimação.

Além de exigir a responsabilização legal pelos crimes de maus-tratos, o grupo busca sensibilizar a sociedade e pressionar o poder público pelo fortalecimento de políticas de proteção aos animais.

“O que aconteceu com o Orelha não pode ser tratado como um caso isolado. É reflexo de um sistema que ainda falha em proteger quem não tem voz. A população está cansada de ver crimes contra animais terminarem em impunidade”, afirmou o vereador Osvaldo Lopes (Republicanos), um dos idealizadores do ato.

Morte de Orelha

O cão comunitário Orelha foi brutalmente agredido e foi encontrado agonizando por uma mulher na Praia Brava, em Santa Catarina. Ele chegou a ser levado a um veterinário, mas passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

Quatro adolescentes são suspeitos de terem cometido o crime. Dois deles foram alvos de mandados de busca e apreensão da PC nessa segunda-feira (26), enquanto os outros dois estão em viagens programadas aos Estados Unidos.

Os adolescentes também são alvos de investigação por maus-tratos a outro animal, um cão caramelo que teria sido jogado no mar e sobreviveu.

Três homens, um advogado e dois empresários foram indiciados pelo crime de coação no curso do processo. Dentre eles, estão pais e um tios dos adolescentes.

O caso causou revolta nas redes sociais. Diversos famosos e políticos se manifestaram pedindo justiça pelo cão.

Delegada comenta o caso

Em entrevista à ativista Luisa Mell, a delegada responsável pela investigação contou que os quatro adolescentes cometeram uma série de outros atos além da agressão ao cão, que passou por eutanásia devido à gravidade dos ferimentos.

“Existe uma série de outros atos ilícitos, atos criminosos, a exemplo de atos infracionais de crimes contra a honra, praticados contra os profissionais aqui da região, como porteiros, depredação de patrimônio, furto de bebida alcoólica, então todos esses atos vão ser também apurados”, afirmou.

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