Hospitais 100% SUS de BH alertam para risco de colapso por falta de repasses

De acordo a Federassantas, a dívida da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) chega a R$ 100 milhões e salários podem ser afetados

Hospital Risoleta Tolentino Neves

Sete hospitais filantrópicos que atendem exclusivamente pelo SUS em Belo Horizonte podem não conseguir manter os atendimentos.

Segundo uma nota enviada à imprensa pelas instituições nesta quarta-feira (7), os atrasos nos repasses da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) dificultam o pagamento de fornecedores, a compra de insumos e até o pagamento dos salários dos funcionários.

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De acordo com os hospitais, a Prefeitura ainda não regularizou os valores em atraso.

Na última terça-feira (6), foi feito um pagamento parcial, equivalente a cerca de 25% da dívida, que já somava aproximadamente R$ 100 milhões ao fim do ano passado, referentes aos sete hospitais.

A Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos de Minas Gerais (Federassantas) informou que não ficou claro quais critérios foram usados para definir os valores pagos a cada hospital. Segundo a entidade, mesmo após o repasse, algumas unidades continuam em situação crítica.

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Diante da gravidade do cenário, a Secretaria Municipal de Saúde convocou uma reunião com a Federassantas e os dirigentes dos hospitais nesta quarta-feira (7).

A expectativa das entidades, segundo a presidente da Federassantas, Kátia Rocha, é obter informações claras sobre quando a dívida será quitada e como os repasses serão normalizados nos próximos meses.

A reportagem entrou em contato com prefeitura e aguarda um posicionamento.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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