A Itatiaia teve acesso a imagens de câmeras de segurança do corredor do condomínio onde uma
Na gravação, é possível notar o momento em que a vítima chega ao local acompanhada de um dos suspeitos, de camisa azul. Os dois caminham pelo prédio e entram em uma porta. Momentos depois, a dupla sai e a menina segue o suspeito até que entrem em um apartamento. Mais tarde, por volta das 19h, um trio de homens é visto passando pelo corredor. Em seguida, os jovens entram no mesmo imóvel.
Mais de uma hora depois, às 20h40, os jovens são vistos deixando o condomínio, quatro deles mostrados na primeira parte da gravação e um quinto homem que não havia aparecido nas filmagens até então. A vítima não é mostrada saindo do prédio.
Confira as imagens:
Vídeo flagra suspeitos de estupro coletivo no RJ entrando e saindo de apartamento
— Itatiaia (@itatiaia) March 2, 2026
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🎥Imagens cedidas à Itatiaia pic.twitter.com/gomqsifEXd
Os envolvidos são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos. Os homens foram indiciados pelo crime de estupro coletivo e são
Entenda o caso
O episódio aconteceu no dia 31 de janeiro desse ano, 2026. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), a vítima contou aos investigadores que recebeu uma mensagem enviada por um aluno da mesma escola em que estuda, com quem ela já se relacionou entre 2023 e 2024. No texto, ele a convidava para ir até o apartamento de um amigo.
No prédio, a adolescente foi conduzida até um quarto do apartamento, onde quatro homens e um menor de idade passaram a insistir que ela mantivesse relações sexuais com eles. Mesmo após a vítima recusar, os suspeitos teriam se despido e abusado da menina, cometendo violência física e psicológica.
A vítima relatou que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física como escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal.
A polícia acredita que o crime tenha sido uma emboscada planejada. Se condenados, os envolvidos podem pegar quase 20 anos de prisão.
Repercussão e desdobramentos
Dois dos envolvidos no crime são alunos do Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Em nota, a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II informou que decidiu por afastar e abrir um processo administrativo para o desligamento dos suspeito. Os alunos são o menor de idade, que não teve a identidade revelada, e Vitor Hugo Oliveira Simionin, de 18 anos.
Ainda da declaração, o colégio afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, adotou as medidas cabíveis, incluindo o acolhimento da família da vítima, mantendo o sigilo solicitado pelas autoridades.
Veja a nota completa da escola
“A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-geral do Campus Humaita II informam à comunidade escolar ações realizadas referente ao caso de violência sexual tornado público na data de hoje pelos noticiários.
A gestão do Campus Humaitá II, tão logo notificada, procedeu com todas as ações necessárias, incluindo acolhimento à família da vítima, mantendo o devido sigilo conforme requisição das autoridades cabíveis.
Estamos todos indignados com o ocorrido e seguimos com os procedimentos para continuidade de processo iniciado pela gestão do campus, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da procuradoria federal para desligamento dos estudantes.
Colégio Pedro II repudia toda forma de violência. Nossa política institucional afirma e reafirma o combate ao assédio, à violência de gênero e a toda forma de discriminação.
Somos uma instituição que educa para o exercício pleno da cidadania. Nosso compromisso pedagógico e político objetiva a formação de uma juventude capaz de respeitar as diferenças, lutar contra as desigualdades sociais e repudiar a violência.
E é esse compromisso que nos move todos os dias. Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país. Unidos na indignação, a gestão do campus Humaita ll e a Reitoria se solidarizam com todas as mulheres de sua comunidade. Porque a dor de uma de nós é a dor de todas nós”.
Manteremos as ações enérgicas e necessárias diante da urgência da situação e nos disponibilizamos as autoridades legais para o que for necessário.”