Vídeo mostra suspeitos de estupro coletivo no RJ em prédio onde ocorreu o crime

Imagens do circuito de segurança também mostram vítima chegando ao local; envolvidos seguem foragidos

Envolvidos, três homens e um adolescente, são considerados foragidos pela polícia

A Itatiaia teve acesso a imagens de câmeras de segurança do corredor do condomínio onde uma adolescente foi coletivamente estuprada no Rio de Janeiro.

Na gravação, é possível notar o momento em que a vítima chega ao local acompanhada de um dos suspeitos, de camisa azul. Os dois caminham pelo prédio e entram em uma porta. Momentos depois, a dupla sai e a menina segue o suspeito até que entrem em um apartamento. Mais tarde, por volta das 19h, um trio de homens é visto passando pelo corredor. Em seguida, os jovens entram no mesmo imóvel.

Mais de uma hora depois, às 20h40, os jovens são vistos deixando o condomínio, quatro deles mostrados na primeira parte da gravação e um quinto homem que não havia aparecido nas filmagens até então. A vítima não é mostrada saindo do prédio.

Confira as imagens:

Os envolvidos são Bruno Felipe dos Santos Allegretti e Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, e Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos. Os homens foram indiciados pelo crime de estupro coletivo e são considerados foragidos pela polícia. O quinto suspeito de participar do crime é um adolescente e, por isso, não teve o nome divulgado. O menor responderá por ato infracional análogo a estupro.

Entenda o caso

O episódio aconteceu no dia 31 de janeiro desse ano, 2026. De acordo com a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), a vítima contou aos investigadores que recebeu uma mensagem enviada por um aluno da mesma escola em que estuda, com quem ela já se relacionou entre 2023 e 2024. No texto, ele a convidava para ir até o apartamento de um amigo.

No prédio, a adolescente foi conduzida até um quarto do apartamento, onde quatro homens e um menor de idade passaram a insistir que ela mantivesse relações sexuais com eles. Mesmo após a vítima recusar, os suspeitos teriam se despido e abusado da menina, cometendo violência física e psicológica.

A vítima relatou que levou tapas, socos e um chute na região abdominal e que tentou sair do quarto, mas foi impedida. O exame de corpo de delito apontou lesões compatíveis com violência física como escoriação na região genital, além de sangue no canal vaginal.

A polícia acredita que o crime tenha sido uma emboscada planejada. Se condenados, os envolvidos podem pegar quase 20 anos de prisão.

Repercussão e desdobramentos

Dois dos envolvidos no crime são alunos do Colégio Pedro II, um dos mais tradicionais do Rio de Janeiro. Em nota, a Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-Geral do campus Humaitá II informou que decidiu por afastar e abrir um processo administrativo para o desligamento dos suspeito. Os alunos são o menor de idade, que não teve a identidade revelada, e Vitor Hugo Oliveira Simionin, de 18 anos.

Ainda da declaração, o colégio afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, adotou as medidas cabíveis, incluindo o acolhimento da família da vítima, mantendo o sigilo solicitado pelas autoridades.

Veja a nota completa da escola

“A Reitoria do Colégio Pedro II e a Direção-geral do Campus Humaita II informam à comunidade escolar ações realizadas referente ao caso de violência sexual tornado público na data de hoje pelos noticiários.

A gestão do Campus Humaitá II, tão logo notificada, procedeu com todas as ações necessárias, incluindo acolhimento à família da vítima, mantendo o devido sigilo conforme requisição das autoridades cabíveis.

Estamos todos indignados com o ocorrido e seguimos com os procedimentos para continuidade de processo iniciado pela gestão do campus, em conjunto com a Reitoria e sob orientação da procuradoria federal para desligamento dos estudantes.

Colégio Pedro II repudia toda forma de violência. Nossa política institucional afirma e reafirma o combate ao assédio, à violência de gênero e a toda forma de discriminação.

Somos uma instituição que educa para o exercício pleno da cidadania. Nosso compromisso pedagógico e político objetiva a formação de uma juventude capaz de respeitar as diferenças, lutar contra as desigualdades sociais e repudiar a violência.

E é esse compromisso que nos move todos os dias. Não podemos tolerar a barbárie brutal da violência de gênero vivenciada a cada hora em nosso país. Unidos na indignação, a gestão do campus Humaita ll e a Reitoria se solidarizam com todas as mulheres de sua comunidade. Porque a dor de uma de nós é a dor de todas nós”.

Manteremos as ações enérgicas e necessárias diante da urgência da situação e nos disponibilizamos as autoridades legais para o que for necessário.”

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

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