A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta segunda-feira (02), sete integrantes de uma organização criminosa responsável pelo desvio milionário de combustível de uma empresa petroleira na cidade de Cravinhos, na região de Ribeirão Preto, no interior paulista.
Segundo as investigações, o prejuízo estimado é de mais de R$ 5 milhões, considerando os furtos, danos à infraestrutura e impactos operacionais da ação. Além do território paulista, o esquema tinha ramificações em Minas Gerais e Goiás.
A operação Sangria cumpriu sete mandados de prisão temporária, além de 13 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campinas, Paulínia, Leme, Artur Nogueira, Conchal, Ribeirão Preto e Jardinópolis. A ação também ocorreu em Minas Gerais e em Tocantins.
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Após seis meses de investigação, a Polícia Civil afirma que identificou uma estrutura criminosa organizada, com divisão funcional de tarefas e atuação em três estados da federação: São Paulo, Minas Gerais e Goiás. O líder do esquema criminoso foi detido em uma chácara em Artur Nogueira, no interior do estado.
No cumprimento das ordens judiciais, dois mandados de busca miraram empresas distribuidoras de combustíveis, suspeitas de integrar a cadeia de escoamento do produto ilícito. Um empresário do setor foi preso em Campinas.
Foram detidos os motoristas e proprietários dos caminhões, além dos suspeitos que participaram diretamente do furto, cavando e acessando os dutos subterrâneos.
Ramificações em Minas e Goiás
Em Monte Alegre (MG), um funcionário terceirizado da empresa vítima foi preso sob suspeita de repassar informações privilegiadas aos integrantes do grupo.
No decorrer das investigações, os agentes descobriram o furto em mais dois dutos de óleo diesel da empresa, nas cidades de Araporã (MG) e Gameleira (GO).
As equipes policiais também apreenderam dezenas de celulares e equipamentos de informática que devem auxiliar no andamento das investigações, especialmente na análise de dados financeiros, comunicações telemáticas e eventual identificação de outros envolvidos.
Os presos na operação irão responder por roubo impróprio, receptação qualificada e organização criminosa.