Manifestantes se reúnem na Avenida Paulista por justiça pela morte do cão Orelha

Manifestantes levaram seus próprios animais de estimação, exibiram cartazes e gritaram palavras de ordem contra os maus-tratos aos animais

Milhares de pessoas se concentraram no vão do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MASP)

Milhares de pessoas foram até a porta do Museu de Arte de São Paulo (MASP), na Avenida Paulista, em São Paulo, para pedir justiça pela morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha. Neste domingo (1º), os manifestantes levaram seus próprios animais de estimação, exibiram cartazes e gritaram palavras de ordem contra os maus-tratos aos animais.

Os manifestantes se concentraram no vão do MASP, ponto tradicional de encontro de protestos na capital paulista. Algumas placas destacavam que crueldade não tem idade, em referência ao crime cometido por um grupo de adolescentes em Santa Catarina.

Com repercussão nacional, o caso do cão Orelha levou protetores e ativistas da luta animal para as ruas de centenas de cidades brasileiras. Em Belo Horizonte, por exemplo, um grupo se reuniu na entrada da tradicional Feira Hippie, na Rua dos Guajajaras, no Hipercentro da capital mineira.

Em coro, os manifestantes gritaram “Justiça por Orelha, maus-tratos é cadeia” enquanto caminhavam pela Feira Hippie. Além disso, pediram “leis de verdade”. Também foram exibidos cartazes e balões com os dizeres: “O Brasil está de luto”, “Justiça por Orelha e por todos os animais que sofrem maus-tratos”.

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O cão Orelha, que tinha aproximadamente 10 anos, foi espancado por adolescentes na Praia Brava, em Santa Catarina. Segundo informações da polícia, os suspeitos teriam envolvimento em um episódio de tortura contra o cachorro Orelha, que precisou ser submetido à eutanásia em razão da gravidade das lesões sofridas.

Além do crime de maus-tratos a animais, a Delegacia Especializada também investiga possíveis atos equiparados à depredação de patrimônio, bem como crimes contra a honra direcionados a profissionais que atuam na região da Praia Brava.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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