Cão Orelha: não há imagens e testemunhas das agressões, diz delegada

Quatro adolescentes são investigados por envolvimento no caso

Orelha foi brutalmente assassinado

Não há imagens, nem testemunhas que mostrem o momento exato em que o cão comunitário Orelha é agredido na Praia Brava, em Santa Catarina, informou a delegada de Proteção Animal, Mardjoli Valcareggi, em entrevista ao Fantástico.

“Esse é o nosso desafio investigativo, nós juntarmos as peças do quebra-cabeça, para a gente conseguir esclarecer o que aconteceu”, disse ela.

O cão Orelha foi encontrado agonizando por uma moradora da região. Ele foi atendido por um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos.

O veterinário afirmou que Orelha teve lesões na cabeça, no olho, sobretudo do lado esquerdo do corpo. “Foi tentado dar os primeiros procedimentos, a soroterapia e tentar levantar ele, mas como ele estava muito grave, ele veio a óbito logo em seguida”, disse Derli Royer, que descartou um acidente.

Quatro adolescentes estão entre os investigados por suspeita de envolvimento no caso. Eles tiveram os celulares apreendidos e foram ouvidos pela polícia. O pai de um deles disse que, “se ele fez alguma coisa e ficar provado, ele tem que responder”, mas que até agora foram feitas apenas acusações, sem nenhuma prova.

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Porteiro fotografou adolescentes

Informações divulgadas nas redes sociais davam conta de que um porteiro que trabalha em um dos condomínios do bairro teria vídeo das agressões, mas que teria sido coagido a apagá-lo. Isso, porém, não é verdade.

Segundo a polícia, desde o início do verão, adolescentes tiveram uma série de desentendimentos com o porteiro devido a depredações, xingamentos, restrições do horário de entrada e saída do prédio, etc. Em uma dessas discussões, o porteiro teria enviado um áudio em um grupo de mensagens, acompanhado de fotos de dois rapazes que estariam causando transtornos na região.

As denúncias do funcionário, porém, não tinham relação com a morte de Orelha. “Eu não posso acusar que foram eles [que agrediram o cão]. Se eu tivesse visto batendo no cachorro, eu diria que eram eles”, afirmou.

Os pais e um tio dos adolescentes foram até a portaria após saberem das discussões e das fotos dos rapazes. O porteiro registrou boletim de ocorrência por ameaça contra eles, enquanto as famílias registraram B.O após a foto dos jovens se espalharem pelas redes sociais.

O caso segue sendo investigado.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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