Caso Priscila Mundim: testemunhas serão ouvidas em audiência nesta segunda (2)

Crime ocorreu em agosto; indiciado confessou o assassinato a um familiar antes da prisão

A vítima foi identificada como Priscila Azevedo Mundim

Acontece na tarde desta segunda-feira, no Fórum Lafayette, no bairro Barro Preto, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a audiência de oitiva das testemunhas do caso Priscila Azevedo Mundim, de 46 anos, morta pelo indiciado policial penal Rodrigo Caldas, de 45.

O crime ocorreu no dia 16 de agosto, no bairro Padre Eustáquio, na Região Noroeste da capital, após o tio do suspeito receber uma ligação em que ele confessava o crime e dizia que iria se matar. O familiar acionou a polícia.

Ao chegarem ao apartamento, os militares precisaram arrombar a porta. No local, encontraram o homem armado com uma faca e a vítima caída em um dos quartos. Ao ver a equipe, ele tentou se ferir e depois avançou contra os policiais com duas facas, sendo contido.

Indiciado

Segundo a delegada Iara França, do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, em setembro do ano passado, o investigado tinha um comportamento possessivo e controlador, já relatado por ex-companheiras.

Para a polícia, ele se enquadra em um perfil típico de feminicida, marcado por controle e opressão nos relacionamentos.

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A investigação aponta que o crime foi motivado pela não aceitação do término do relacionamento, que durou cerca de cinco meses.

A delegada afirmou que a vítima foi agredida antes de morrer e que há indícios de tentativa de defesa, embora o autor não tenha assumido todas as agressões.

Familiares relataram à Itatiaia que o laudo apontou que Priscilla morreu em decorrência de asfixia mecânica por constrição e traumatismo craniano contuso, o que indica que ela foi enforcada e teve a cabeça golpeada simultaneamente.

Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.

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