Perícia encontra projétil na cabeça de corretora morta em Goiás, diz advogado

Segundo a defesa da vítima, um celular também foi localizado na tubulação de esgoto do prédio onde Daiane Alves Souza morava; laudos oficiais ainda não foram concluídos

Corretora assassinada em Caldas Novas será sepultada em Uberlândia, no Triângulo Mineiro

Conforme o advogado de Daiane Alves Souza, corretora mineira morta pelo síndico do apartamento onde morava, em Caldas Novas, em Goiás, uma bala foi encontrada alojada na cabeça da vítima, além de um celular encontrado na tubulação de esgoto do prédio. Daiane foi encontrada morta na última quarta-feira (28).

A informação foi confirmada pelo advogado Plínio Mendonça à CNN Brasil. Segundo Plínio, o celular também irá passar por perícia para identificar de quem é o aparelho.

“A informação é extraoficial. A Polícia Técnico Científica encontrou um projétil alojado no crânio dela. No entanto, os laudos periciais ainda não foram concluídos nem oficialmente divulgados. Houve a apreensão de um aparelho celular na tubulação de esgoto do condomínio, que também será periciado para saber se, de fato, era o celular da Daiane. O apontamento do local foi feito pelo próprio acusado no dia da perícia complementar de reconstituição do crime.”

De acordo com a Polícia Técnico Científica, o laudo pericial ainda não foi concluído. Sendo assim, não há como confirmar se há ou não uma bala alojada na cabeça de Daiane.

Veja tudo o que se sabe sobre o caso:

A corretora mineira Daiane Alves de Souza em Caldas Novas foi morta pelo síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, segundo apuração da Polícia Civil de Goiás.

Daiane, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 no prédio onde ela morava e administrava apartamentos da mãe. Ela foi flagrada por câmeras de segurança descendo do elevador até o subsolo do prédio e não retornou mais.

A vítima gravou um vídeo descendo no elevador e enviou a uma amiga. Ela estava gravando quando chegou ao subsolo, mas esse vídeo nunca foi visto.

Imagens mostram Daiane indo até a portaria e, minutos depois, retornando ao elevador. Em seguida, ela desce ao subsolo e desaparece das gravações. A mãe afirmou que a filha não foi vista saindo do prédio nem retornando e destacou que o carro da corretora estava em Uberlândia, cidade natal da vítima.

Brigas entre o síndico e a corretora Daiane

O síndico e a vítima tinham um longo histórico de brigas relacionadas a administração de alguns apartamentos no prédio. Apesar disso, Cléber contou aos investigadores que a morte da corretora mineira não foi premeditada.

Segundo a família da vítima, e conforme informações divulgadas pela Itatiaia em 24 de janeiro, o Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cleber. De acordo com a denúncia, ele perseguia Daiane de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica, restringindo a liberdade de locomoção e perturbando a privacidade da vítima.

Ainda segundo o MP, a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane — que administrava apartamentos da mãe no condomínio — realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir daí, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica.

A denúncia aponta ainda que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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