Antes de ser morta, a
corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, escreveu em um e-mail que tinha “medo pela própria vida”. A mensagem foi enviada ao 2º Juizado Especial Cível e Criminal de Caldas Novas, em Goiás.
Segundo o g1, a mineira relatou na mensagem que recebeu várias ofensas de Maicon Douglas de Oliveira, filho de Cleber Rosa de Oliveira, ambos presos pela morte dela.
Daiane relatou ser alvo de ataques misóginos, que causaram danos materiais e morais. Segundo a mineira, Maicon também é corretor de imóveis e os ataques seriam para que apenas ele pudesse trabalhar com locações no prédio.
Maicon Douglas teria enviado a Daiane diversas mensagens ofensivas pelo Instagram. Ele fazia insinuações sobre a situação financeira dela, comentários preconceituosos sobre a idade dela e se referia a ela de forma desrespeitosa, chegando a chamá-la de “feto inútil”.
Denúncia por perseguição
Um documento obtido pela Itatiaia apontou que
Cleber também foi denunciado por perseguições contra Daiane. De acordo com o Ministério Público de Goiás, ele ameaçava Daiane, restringia a liberdade de locomoção dela e perturbava a privacidade dela.
A perseguição teria começado em janeiro de 2024, após Daiane realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir desse dia, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica. A denúncia aponta, ainda, que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.
O crime
Daiane, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, no prédio onde ela morava e administrava apartamentos da mãe. Ela foi flagrada por câmeras de segurança descendo do elevador até o subsolo do prédio e não retornou mais.
A
vítima gravou um vídeo descendo no elevador e enviou a uma amiga. Ela estava gravando quando chegou ao subsolo, mas o vídeo nunca foi visto.
Cléber e o
filho dele foram presos suspeitos de envolvimento no crime. O
síndico confessou ter matado Daiane e mostrou aos policiais onde o corpo dela estava.
O
corpo de Daiane foi encontrado em uma área de mata a cerca de 15 km de Caldas Novas, ao sul de Goiás. Ele estava em estado avançado de decomposição.
De acordo com as investigações,
Cléber teria usado os ‘pontos cegos’ do sistema de monitoramento para não levantar suspeitas. Ainda segundo as diligências, o
suspeito se aproveitou da falta de cobertura das câmeras e, no momento do crime, se deslocou pelas escadas para não ser visto.