Como o síndico matou a corretora Daiane Alves em Caldas Novas? Veja o que aponta a investigação

Corretora estava desaparecida há 42 dias; polícia investiga como síndico usou pontos cegos do prédio para cometer o crime em Caldas Novas

Como o síndico matou a corretora Daiane Alves em Caldas Novas? Veja o que aponta a investigação

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, que matou a corretora Daiane Alves de Souza, em Caldas Novas, Goiás, não revelou à polícia como matou a corretora. Porém, segundo as investigações, Cléber atraiu Daiane Alves ao subsolo, onde cometeu o crime e segundo ele, seu filho, que também foi preso é inocente.

Após matar Daiane Alves, o homem colocou o corpo da vítima na carroceria da caminhonete e levou para a área de mata onde a corretora foi encontrada. Ainda segundo as diligências, Cléber indicou o local onde escondeu o corpo da vítima, nesta quarta-feira (28). Ela foi encontrada em estado avançado de decomposição, a cerca de 15 km de Caldas Novas, no Sul de Goiás.

Cléber e o filho dele foram presos pela Polícia Civil, e o porteiro do prédio onde Daiane morava também foi conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos. Porém, segundo a polícia, o filho de Cléber deu um celular novo ao pai, o que poderia ser uma forma de tentar ocultar provas em uma possível apreensão. O que dificulta saber como o síndico matou a corretora Daiane é que o homem usou os pontos cegos do sistema de monitoramento do prédio.

Mas, apesar de revelar o local onde Daiane estava, agora o corpo da corretora irá passar por análises no Instituto Médico Legal (IML), para determinar a causa da morte, já que Cléber se recusou a responder às perguntas sobre a dinâmica do assassinato da mineira.

Caso o corpo de Daiane seja liberado, ela será enterrada ainda nesta quinta-feira (29), em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde nasceu.

Policiais encontram corpo de mineira em região de mata

Daiane e Cléber tinham um longo histórico de brigas relacionadas à administração de alguns apartamentos. É que Daiane, a mãe e o padrasto se mudaram para Caldas Novas, onde alugavam cerca de seis apartamentos. Ela era a responsável pela administração.

No dia 17 de dezembro, data em que Daiane desapareceu após ir ao subsolo, a corretora questionava o síndico do porquê seu prédio estava sem energia. Momento esse em que começou a filmar a ação, desceu de elevador, passou pela portaria do prédio e, em seguida, desceu no subsolo e desapareceu.

Crime e desaparecimento

Daiane Alves Souza foi vista pela última vez por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro, quando entrou no elevador do prédio filmando a situação com o celular.

Segundo a mãe, o apartamento estava sem energia elétrica, o que teria levado a corretora a descer até o subsolo para tentar resolver o problema.

Histórico de brigas

Segundo a família da vítima, e conforme informações divulgadas pela Itatiaia em 24 de janeiro, o Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cleber. De acordo com a denúncia, ele perseguia Daiane de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica, restringindo a liberdade de locomoção e perturbando a privacidade da vítima.

Daiane Alves de Souza foi encontrada morta após o síndico do prédio onde morava confessar autoria do crime

Ainda segundo o MP, a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane — que administrava apartamentos da mãe no condomínio — realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir daí, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica. A denúncia aponta ainda que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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