Caso 'Orelha': entenda por que adolescente deixou de ser suspeito do caso
Enquanto um jovem é inocentado, o cerco se fecha sobre os demais envolvidos

A Polícia Civil de Santa Catarina anunciou uma mudança significativa no inquérito que apura a morte do cão "Orelha", ocorrida este mês em Florianópolis. Um dos quatro adolescentes inicialmente investigados foi oficialmente afastado da participação no crime após a confirmação de que ele não estava na Praia Brava no momento do ocorrido.
A família do jovem apresentou provas contundentes de sua ausência, que foram posteriormente ratificadas por imagens de segurança analisadas pelos investigadores. Com a nova evidência, o adolescente deixa o rol de suspeitos e passa a colaborar com o caso na condição de testemunha.
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Enquanto um jovem é inocentado, o cerco se fecha sobre os demais envolvidos. Na última quinta-feira, agentes da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle) e da Delegacia de Proteção Animal (DPA) realizaram uma operação no Aeroporto Internacional de Florianópolis.
Além das apreensões, os adolescentes foram intimados a prestar depoimento formal nos próximos dias. A Polícia Civil mantém sob sigilo nomes e idades dos envolvidos, mas confirmou que ainda pretende interrogar outros jovens que permanecem sob suspeita.
O caso, que gerou forte comoção social, também se desdobrou em frentes jurídicas distintas. Além da investigação por maus-tratos e agressão ao animal, três familiares dos adolescentes já foram indiciados por coação no curso do processo, sob a acusação de pressionar testemunhas.
Paralelamente, os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte obtiveram uma liminar judicial que obriga plataformas como Instagram, Facebook, WhatsApp e TikTok a removerem postagens com dados pessoais dos menores. A decisão fundamenta-se no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), visando interromper a exposição indevida dos jovens na internet.
Com informações de Estadão Conteúdo
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