Caso ‘Orelha': investigação ganha novos desdobramentos após áudios de porteiro

Mais de 20 pessoas já foram ouvidas e aparelhos eletrônicos foram apreendidos para perícia

Imagens publicadas nas redes sociais mostram a homenagem

A investigação sobre a morte do cão Orelha, ocorrida em Florianópolis, ganhou novos desdobramentos com a revelação de áudios que apontam para a origem das suspeitas contra um grupo de adolescentes. As gravações, obtidas pela reportagem da CNN Brasil, mostram que um porteiro do prédio onde os jovens residem enviou mensagens a um grupo de vigilantes relatando que eles teriam agredido o animal com pauladas e mexido em sua barraca na mesma noite em que teriam se desentendido com o funcionário.

De acordo com a defesa dos adolescentes, essas mensagens e fotos compartilhadas pelo porteiro foram o estopim para o que classificam como um “linchamento virtual”.

Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte sustentam que não existem provas em vídeo que confirmem a participação dos jovens no crime e pedem cautela e responsabilidade na divulgação de informações, ressaltando que seus clientes sequer aparecem nas imagens que circulam de forma extraoficial.

Paralelamente, a Polícia Civil de Santa Catarina indiciou três familiares dos jovens por coação no curso do processo. A suspeita é que eles tenham intimidado o porteiro, que é considerado testemunha-chave.

Em operação realizada no dia 26 de janeiro, agentes cumpriram mandados de busca e apreensão para localizar uma arma de fogo que teria sido usada nas ameaças, mas o objeto não foi encontrado.

A defesa contesta a acusação de coação, afirmando que os diálogos entre os pais e o funcionário ocorreram antes da repercussão do caso do cão Orelha e tratavam apenas de desavenças anteriores relacionadas ao comportamento dos jovens no condomínio.

Enquanto isso, o inquérito segue apurando não apenas os maus-tratos que levaram à eutanásia do animal comunitário, mas também uma tentativa de afogamento contra outro cão, o Caramelo, e atos de vandalismo na região da Praia Brava. Mais de 20 pessoas já foram ouvidas e aparelhos eletrônicos foram apreendidos para perícia.

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