Cão Caramelo: após Orelha, PC representa quatro adolescentes por maus-tratos

Ao mesmo tempo que apurava o ocorrido com Caramelo, a PC investigava a morte do cão Orelha

Um dos jovens chegou a levar o animal no colo para dentro do mar

Após pedir a internação de um adolescente pelo caso do cão Orelha, que morreu na Praia Brava, em Santa Catarina, após ser agredido, a Polícia Civil representou quatro adolescentes pelos maus-tratos ao cão Caramelo.

O cachorro comunitário foi pego pelos adolescentes e jogado no mar, mas conseguiu escapar. Vídeos mostram o momento em que eles arremessam o cão por cima da cerca do condomínio e depois o levam para o mar.

O inquérito foi concluído nesta terça-feira (3). Ao mesmo tempo que apurava o ocorrido com Caramelo, a PC investigava a morte do cão Orelha. Mais de mil horas de vídeos foram analisados, 24 pessoas foram ouvidas e oito adolescentes investigados.

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Adolescente teria matado Orelha

A Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação de um adolescente teve a internação solicitada pela PC pela morte do cão comunitário Orelha. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o adolescente sai do condomínio e volta minutos depois, após agredir o cão.

O caso ocorreu no dia 4 de janeiro, por volta das 5h30. Segundo o inquérito da PC, o adolescente saiu de casa por volta das 5h25 e retorna às 5h58 com uma amiga.

O inquérito apontou que Orelha morreu após sofrer uma pancada na cabeça por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa. No dia cinco de janeiro, ele foi resgatado por populares, mas não resistiu e morreu.

O adolescente estava fora do Brasil até o dia 29 de janeiro, quando retornou e foi interceptado no aeroporto. Naquele dia, um familiar dele tentou esconder um boné rosa e justificou a compra de um moletom na viagem. Posteriormente, durante o depoimento, o garoto afirmou que já tinha aquele moletom antes de viajar.

Durante o depoimento, o adolescente apresentou várias contradições e teria mentido. Ele teria dito que não saiu do condomínio no dia 4, mas não sabia que a PC tinha imagens dele.

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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