Polícia de SP prende PMs que faziam escolta de dono da empresa de ônibus ligada ao PCC

Operação desta quarta-feira (4) cumpre 16 mandados de busca e apreensão, além de três de prisão contra os policiais militares

Prefeitura de SP contrata auditoria para analisar empresas de ônibus investigadas por suposta ligação com PCC | CNN Brasil

A Corregedoria da Polícia Militar de São Paulo prendeu três policiais militares acusados de atuarem na segurança do dono da Transwolff, empresa de ônibus ligada ao PCC, nesta quarta-feira (4). A operação desta manhã cumpre 16 mandados de busca e apreensão, além de três de prisão contra os PMs.

A ação começou depois que a PM teve acesso a documentos de um processo que apura crimes de lavagem de dinheiro. As investigações apontam que policiais teriam atuado, entre 2020 e 2024, fazendo segurança privada para a empresa de ônibus Transwolff, o que é proibido para militares da ativa.

Segundo as autoridades, a Transwolff e a empresa UPBus já tinham sido alvo da Operação Fim da Linha, conduzida pelo Ministério Público, Polícia Militar, Cade e Receita Federal.

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Essa operação indicou que as viações teriam sido usadas para “lavar” dinheiro do Primeiro Comando da Capital, o PCC, com recursos vindos do tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

A análise do material também mostrou que policiais podem ter participado diretamente da segurança pessoal e patrimonial das empresas e de dois homens apontados como integrantes do PCC, conhecidos pelos apelidos de “Té” e “Pandora”.

Agora, a Corregedoria apura se houve crime militar, irregularidades administrativas e possível ligação dos agentes com a organização criminosa.

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Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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