Daiane Alves Souza: corretora morta por síndico levou tiro na cabeça, diz atestado de óbito

Documento confirma morte de Daiane Alves Souza por disparo de arma de fogo; Polícia Civil aguarda laudos periciais

Daiane Alves Souza: corretora morta por síndico levou tiro na cabeça, diz atestado de óbito

A corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, morta pelo síndico do prédio onde morava, foi assassinada com um tiro na cabeça, segundo a declaração de óbito. A informação foi confirmada à Itatiaia, nesta quarta-feira (4), pela defesa da família da vítima.

Natural de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Daiane foi encontrada morta na quarta-feira (28), a cerca de 15 quilômetros do local onde residia. Conforme consta na declaração de óbito, a causa da morte foi “traumatismo cranioencefálico causado por disparo de arma de fogo”.

De acordo com o advogado da família, Plínio Mendonça, com a confirmação da causa da morte, os familiares agora aguardam a conclusão e a divulgação dos laudos periciais elaborados pela Polícia Civil.

Procurada pela reportagem, a Polícia Civil informou que “aguarda a conclusão de todos os laudos periciais para que possam ser confrontados com os demais elementos de informação constantes no inquérito policial”.

A corporação também confirmou que o aparelho celular da vítima foi localizado e apreendido e será submetido à análise. Em nota, a PC afirmou ainda que “há elementos que indicam a ocorrência de disparo de arma de fogo relacionado ao fato criminoso” e que novas informações serão divulgadas conforme o avanço das investigações.

Veja tudo o que se sabe sobre o caso:

A corretora mineira Daiane Alves de Souza em Caldas Novas foi morta pelo síndico do prédio onde ela morava, Cléber Rosa de Oliveira, segundo apuração da Polícia Civil de Goiás.

Daiane, de 43 anos, desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025 no prédio onde ela morava e administrava apartamentos da mãe. Ela foi flagrada por câmeras de segurança descendo do elevador até o subsolo do prédio e não retornou mais.

A vítima gravou um vídeo descendo no elevador e enviou a uma amiga. Ela estava gravando quando chegou ao subsolo, mas esse vídeo nunca foi visto.

Caso Daiane: vídeo mostra corretora mineira questionando síndico sobre falta de água antes de desaparecer

Imagens mostram Daiane indo até a portaria e, minutos depois, retornando ao elevador. Em seguida, ela desce ao subsolo e desaparece das gravações. A mãe afirmou que a filha não foi vista saindo do prédio nem retornando e destacou que o carro da corretora estava em Uberlândia, cidade natal da vítima.

Brigas entre o síndico e a corretora Daiane

O síndico e a vítima tinham um longo histórico de brigas relacionadas a administração de alguns apartamentos no prédio. Apesar disso, Cléber contou aos investigadores que a morte da corretora mineira não foi premeditada.

Segundo a família da vítima, e conforme informações divulgadas pela Itatiaia em 24 de janeiro, o Ministério Público de Goiás (MPGO) denunciou Cleber. De acordo com a denúncia, ele perseguia Daiane de forma reiterada, com ameaças à integridade física e psicológica, restringindo a liberdade de locomoção e perturbando a privacidade da vítima.

Ainda segundo o MP, a perseguição começou em janeiro de 2024, após Daiane — que administrava apartamentos da mãe no condomínio — realizar uma locação acima do número permitido de hóspedes. A partir daí, o síndico teria passado a dificultar manutenções, monitorar a movimentação da corretora e sabotar serviços essenciais, como água, internet, gás e energia elétrica.

O corpo de Daiane Alves de Souza foi encontrado em uma área de mata após o síndico do prédio onde a vítima morava confessar autoria do crime

A denúncia aponta ainda que Cleber agrediu Daiane com uma cotovelada durante uma discussão em fevereiro de 2025.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o ‘Tá Sabendo’ no Instagram da Itatiaia.

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