Cão Orelha: vídeo mostra momento que adolescente retorna após agressões

O caso ocorreu no dia 4 de janeiro, por volta das 5h30; Orelha morreu no dia 5

Adolescente foi visto deixando o condomínio onde estava

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que apurava a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava. Um adolescente teve a internação solicitada pela PC pelo crime. Câmeras de segurança flagraram o momento em que o adolescente sai do condomínio e volta minutos depois, após agredir o cão.

O caso ocorreu no dia 4 de janeiro, por volta das 5h30. Segundo o inquérito da PC, o adolescente saiu de casa por volta das 5h25 e retorna às 5h58 com uma amiga. Veja o vídeo:

O inquérito apontou que Orelha morreu após sofrer uma pancada na cabeça por um chute ou algum objeto rígido, como um pedaço de madeira ou garrafa. No dia cinco de janeiro, ele foi resgatado por populares, mas não resistiu e morreu.

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Jovem viajou para os EUA

O adolescente estava fora do Brasil até o dia 29 de janeiro, quando retornou e foi interceptado no aeroporto. Naquele dia, um familiar dele tentou esconder um boné rosa e justificou a compra de um moletom na viagem. Posteriormente, durante o depoimento, o garoto afirmou que já tinha aquele moletom antes de viajar.

Durante o depoimento, o adolescente apresentou várias contradições e teria mentido. Ele teria dito que não saiu do condomínio no dia 4, mas não sabia que a PC tinha imagens dele.

A PC pediu a internação do adolescente devido ao crime. A pena é equivalente à prisão de um adulto. Além disso, três adultos foram indiciados por coação a testemunha.

O que diz a defesa

Em nota, os advogados do jovem apontado como autor da agressão contra a Orelha afirmaram que atuam “de forma técnica e responsável”, orientados pela “busca da verdade real e pela demonstração da inocência”. A defesa protestou conta o fato de “não ter tido acesso integral aos autos do inquérito”. Leia a nota na íntegra:

“Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, representantes legais do jovem indevidamente associado ao caso do cão Orelha, alertam que informações que vieram a público dizem respeito a elementos meramente circunstanciais, que não constituem prova e não autorizam conclusões definitivas.

A defesa atua de forma técnica e responsável, orientada pela busca da verdade real e pela demonstração da inocência, e protesta contra o fato de, até o momento, ainda não ter tido acesso integral aos autos do inquérito.

Destacamos que a politização do caso e a necessidade de apontar culpado a qualquer preço inflamam a opinião pública a partir de investigações frágeis e inconsistentes que prejudicam a verdade, infringem de forma gravíssima os ritos legais e atingem violentamente e de forma irreparável pessoas inocentes.”

Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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