As passagens dos ônibus metropolitanos
Com o aumento, a tarifa do ônibus que liga Esmeraldas a Belo Horizonte, por exemplo, subiu de R$ 10,35 para R$ 11,27, um acréscimo de quase R$ 1 por viagem.
Segundo a Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, o reajuste está previsto no contrato de concessão do transporte coletivo e considera a inflação do período e os custos operacionais do serviço.
Apesar disso, o economista da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Daniel Arruda, avalia que o aumento está acima do razoável.
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“Esse número se descola de outros indicadores da economia. O IPCA acumulado na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi de 3,8% até novembro do ano passado. Já o preço do diesel, que é um insumo importante para o transporte, subiu apenas 1,6% no período. Ou seja, o reajuste das passagens ficou bem acima do custo de vida da população”, explica.
Ainda de acordo com o economista, reajustes em torno de 6%, como os adotados em outras regiões metropolitanas em 2026, seriam mais condizentes, mesmo considerando o aumento dos custos com mão de obra.
Quem sente o impacto direto é a população. A auxiliar administrativa Valéria Ferreira Rodriguez, moradora de Esmeraldas, trabalha em Belo Horizonte e utiliza duas lotações e dois metrôs diariamente. Com o novo valor, o gasto diário com transporte chega a quase R$ 35.
“Pesa porque o desconto aumenta, sobra menos no pagamento. Faz muita diferença no orçamento”, desabafa.