Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG) e Polícia Militar (PM) iniciaram, na manhã desta sexta-feira (9), uma operação que visa apagar siglas de facções criminosas no Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. Para cobrir as pichações, os órgãos de segurança têm utilizado a mão de obra de detentos do regime semiaberto, de baixa periculosidade, da penitenciária José Maria Alkmin, em Ribeirão das Neves, na Grande BH.
A ação se estenderá pelos próximos dias e será realizada em oito pontos do aglomerado. Serão apagadas, por meio da pintura, as siglas de sete facções locais, ligadas a facções nacionais. Veja o vídeo:
Vídeo: PM e Sejusp colocam detentos para apagar símbolos de facção pichados em BH
— Itatiaia (@itatiaia) January 9, 2026
📹 Vídeo cedido à Itatiaia pic.twitter.com/RwASpZFcYw
Diretor-geral do Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), Leonardo Badaró reforçou a importância da operação por seu viés social, voltado à população e à ressocialização de detentos.
“A Polícia Penal trabalha e atua diretamente em prol da segurança pública e no benefício para a população. Por meio da utilização da mão de obra prisional, demonstramos para a sociedade e para as organizações criminosas que o Estado se faz presente e atuante. Para os privados de liberdade representa uma oportunidade de trabalho e ressocialização, aliando-se a um importante viés social ao devolver à população um serviço produtivo e de interesse coletivo”, pontuou.
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O chefe do Estado-Maior da PMMG, coronel Maurício José de Oliveira, acrescentou que esta ação reforça a presença do Estado nos aglomerados.
“Essas ações integradas, tanto por meio de intervenções preventivas como a atuação realizada nesta sexta-feira, quanto operações de repressão qualificada, são importantes para a proteção de toda comunidade do Aglomerado da Serra e reforçam a presença constante da Polícia Militar e demais forças de segurança”, destacou Oliveira.