As buscas por Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, quatro, em Bacabal, no interior do Maranhão, completam 45 dias nesta quinta-feira (19). O desaparecimento dos irmãos mobiliza equipes de segurança, familiares e toda a comunidade, mas ainda não há pistas concretas sobre o paradeiro das crianças.
Dias antes do desaparecimento completar um mês, o prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB) destacou, em entrevista à Itatiaia, que as buscas continuarão até que as crianças sejam encontradas.
O Corpo de Bombeiros do Maranhão informou que as equipes voltaram a percorrer áreas que, anteriormente, já tinham sido vistoriadas. As buscas estão concentradas nos pontos que foram mapeados no início da operação, com o objetivo de identificar qualquer detalhe que possa ter passado despercebido. Em locais de difícil acesso, as autoridades utilizam drones e helicópteros.
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Buscas por Ághata e Allan
Até o momento, as buscas contaram com mais de 500 pessoas, envolvendo policiais civis, militares, bombeiros, membros da prefeitura e do governo estadual, além de voluntários e de moradores da comunidade. A operação seguiu duas linhas, procurando as crianças por terra, onde equipes percorreram uma área de mata superior a 3.200 km², e pelo Rio Mearim, que fica próximo da “casa caída”.
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Com a falta de indícios de que as crianças passaram pelo Rio Mearim, a Marinha brasileira anunciou, no fim de janeiro, que encerrou as buscas na região. Durante cinco dias, equipes percorreram mais de 19 quilômetros do rio, a partir do ponto provável de queda das
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As buscas contaram com “falsas esperanças” nas últimas semanas. Pouco antes do desaparecimento completar um mês, a
Já no interior do Maranhão, voluntários chegaram a encontrar peças de roupas infantis em uma área de mata no povoado quilombola. De acordo com informações dos voluntários envolvidos nas buscas, as roupas estavam próximas a uma gruta, dentro do perímetro onde as crianças sumiram.
As equipes envolvidas nas buscas admitem que o trabalho é de grande complexidade, principalmente pelo terreno. A área onde as crianças desapareceram tem mata fechada, relevo irregular, lagos e riachos. Em alguns pontos, autoridades encontraram animais silvestres, como serpentes.
Relembre a linha do tempo do caso
Os irmãos Ágatha Isabelle, de seis anos, e Allan Michael, quatro, e o primo deles Anderson Kauã, de oito, desapareceram em 4 de janeiro. Os três brincavam em uma área de mata no povoado São Sebastião dos Pretos, na zona rural de
No mesmo dia em as autoridades foram acionadas e informadas sobre o sumiço, familiares registraram o boletim de ocorrência, e equipes foram mobilizadas para iniciar as buscas.
Anderson Kauã foi encontrado três dias depois por carroceiros que percorriam em uma área de mata. O menino estava debilitado e sem roupas, chegando a perder 10 quilos. Ele recebeu atendimento médico e passou cerca de 13 dias internado, sob cuidados físicos e psicológicos.
Depois de se recuperar, o menino contou às autoridades a dinâmica do desaparecimento. Ele relatou que os três entraram na mata por conta própria e acabarem se perdendo. Quando encontraram a “casa caída” Anderson teria se separado dos primos em busca de ajuda.