A operação de buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, completa 26 dias nesta quinta-feira (29). As crianças foram vistas pela última vez no dia 4 de janeiro em uma área de mata em Bacabal, cidade do interior do Maranhão. No último sábado (24), uma denúncia anunciou pistas sobre o paradeiro das crianças.
Os irmãos teriam sido vistos em um hotel no bairro da República, em São Paulo. Mas, após apuração das polícias paulistas e maranhenses, a hipótese foi desmentida.
Além dessa, uma série de outras informações sobre as crianças vêm sendo divulgadas nas redes sociais. As notícias, porém, são, em sua maioria, falsas. Em meio à onda de equívocos, o secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, alertou para a divulgação de falsas pistas sobre os irmãos desaparecidos: “Reforçamos que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime”.
O secretário também afirmou que todas as informações são verificadas e analisadas com rigor técnico, com apoio da Perícia Oficial, para localizar as crianças e esclarecer os fatos.
Com as buscas de campo encerradas nas áreas prioritárias, a investigação tenta traçar novas estratégias para encontrar Agatha e Allan. Ainda segundo o secretário de segurança, a principal linha de investigação continua sendo a de que os irmãos tenham se perdido na mata.
Apesar disso, as diligências agora são integradas por equipes da SHPP (Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa), da SPCI (Superintendência de Polícia Civil do Interior) e da Delegacia Regional de Bacabal.
Buscas em campo
A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão detalhou as operações de busca em campo e anunciou que toda a área de mata foi inspecionada. Ao todo, cerca de mil pessoas foram mobilizadas na força-tarefa em busca das crianças. Dentre elas, estavam equipes da Polícia Civil, Exército Brasileiro e Corpo de Bombeiros de três diferentes estados. Diversos voluntários também se juntaram às buscas.
Além dos esforços nas áreas de mata, com apoio aéreo e terrestre, a investigação também analisou vestígios dos irmãos debaixo d’água. Equipes da Marinha Brasileira e mergulhadores do Corpo de Bombeiros vasculharam trechos do rio Mearim após cães farejadores indicarem presença das crianças em um casebre próximo às margens do curso d’água. Na ocasião, foram empenhados equipamentos de imagem em 3D para buscas aquáticas e subaquáticas. Ao todo, foram percorridos 19 quilômetros.