Bacabal-MA: polícia descarta que crianças vistas em SP são irmãos desaparecidos

Corporação recebeu denúncia de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, estavam em hotel no centro da capital paulista; irmãos sumiram em 4 de janeiro

As buscas pelos irmãos Ágatha Isabelly, de seis anos e Allan Michael, quatro, continuam, em Babacal-MA

A Polícia Civil de São Paulo informou, na manhã desta segunda-feira (26), que as crianças vistas em um hotel na República, no centro da capital paulista, não são Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, irmãos desaparecidos há quase um mês após saírem para brincar em Bacabal, no Maranhão.

A corporação havia recebido uma denúncia no sábado (24) sobre o possível paradeiro das crianças e passou a investigar o caso. As forças de segurança maranhenses também teriam sido notificadas.

Após o acionamento, policiais de São Paulo foram até os endereços informados e constataram a informação de que as crianças avistadas não são as mesmas das desaparecidas.

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O desaparecimento

Ágatha, Allan e um primo desapareceram no último dia 4 deste mês, após saírem para brincar em uma área de mata no território quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, a 250 km de São Luís, no Maranhão.

Desde o desaparecimento, mais de 500 pessoas participam das buscas, entre integrantes da Polícia Civil, Marinha e Corpo de Bombeiros.

Três dias depois de desaparecerem, o primo de Ágatha e Allan foi localizado com vida, em uma área de mata no povoado Santa Rosa, a cerca de quatro quilômetros do local onde as crianças haviam sido vistas pela última vez.

O resgate de Anderson Kauã, de 8 anos, foi feito por três produtores rurais, que trafegavam pela região em uma carroça a caminho do trabalho e avistaram a criança em meio à vegetação. Após o resgate, o menino foi encaminhado ao Hospital Geral de Bacabal, onde recebeu alta médica, na última terça-feira (20).

Na última quinta-feira (22), a Justiça do Maranhão autorizou o menino auxiliar nas buscas por seus primos desaparecidos. O menino indicou às autoridades o caminho percorrido com os primos até uma cabana abandonada conhecida como “casa caída”, localizada próxima às margens do Rio Mearim.

Buscas e investigações

A operação de buscas concentra-se na região da cabana indicada por Anderson e no leito do Rio Mearim, onde mergulhadores utilizam o equipamento side scan sonar para mapear o fundo do rio, gerando imagens detalhadas mesmo em águas turvas.

A apuração é realizada por uma comissão especial da Polícia Civil, composta por equipes da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Superintendência de Polícia Civil do Interior e da Delegacia Regional de Bacabal. Familiares, moradores e outras pessoas continuam sendo ouvidos para esclarecer as circunstâncias do desaparecimento.

Em uma das ações de busca, voluntários chegaram a encontrar novas peças de roupas infantis em uma área de mata no povoado quilombola. De acordo com informações dos voluntários envolvidos nas buscas, as roupas estavam próximas a uma gruta, dentro do perímetro onde as crianças sumiram.

Apesar da expectativa, a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão informou que, após checagem, os itens não pertenciam às crianças.

Yuri Cavalieri é jornalista e pós-graduando em política e relações internacionais. Tem mais de 13 anos de experiência em rádio e televisão. É correspondente da Itatiaia em São Paulo. Formado pela Universidade São Judas Tadeu, na capital paulista, onde nasceu, começou a carreira na Rádio Bandeirantes, empresa na qual ficou por mais de 8 anos como editor, repórter e apresentador. Ainda no rádio, trabalhou durante 2 anos na CBN, como apurador e repórter. Na TV, passou pela Band duas vezes. Primeiro, como coordenador de Rede para os principais telejornais da emissora, como Jornal da Band, Brasil Urgente e Bora Brasil, e repórter para o Primeiro Jornal. Em sua segunda passagem trabalhou no núcleo de séries e reportagens especiais do Jornal da Band.

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