A Vale foi autuada em R$ 1,7 milhão e teve as
Já em
Conforme o superintendente de Fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Gustavo Hendri de Sá, o extravasamento chegou a ultrapassar 30 vezes os parâmetros estabelecidos em norma.
Após a atuação do Núcleo de Emergência Ambiental (NEA), a Semad determinou uma série de medidas à empresa, incluindo limpeza imediata das áreas atingidas, apresentação de relatórios técnicos detalhando as causas e consequências do evento e, no prazo de até 10 dias, um plano de recuperação das áreas degradadas.
De acordo com o governo, o caso registrado em Ouro Preto ocorreu na madrugada de domingo (25), em uma cava licenciada utilizada para o recebimento de rejeitos. A estrutura apresentou falhas no sistema de drenagem, o que provocou o extravasamento de água e sedimentos.
Vídeo mostra momento em que estrutura da Vale se rompe entre Congonhas e Ouro Preto; veja Sete anos após tragédia, Bombeiros encerram buscas em Brumadinho e entram em fase de desmobilizaçã
Segundo o superintendente de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Gustavo Endrigo, o primeiro extravasamento aconteceu por volta de 1h40 da manhã e ocorreu na cava 18, onde há deposição de rejeitos de mineração, e houve uma erosão e o rompimento de uma leira de contenção associada a essa cava.
Extravasamento aconteceu na Mina de Fábrica, entre Congonhas e Outro Preto.
Em razão disso, houve o extravasamento de material com água e sedimentos que estavam dentro dessa cava. Esse material desceu pela linha de drenagem e chegou a um primeiro SAMP. Esse primeiro SAMP não suportou a totalidade dessa água e desses sedimentos que desceram devido ao volume abrupto apresentado. Então, esse material prosseguiu sendo carreado pelo curso d’água local”, explicou.
Ainda segundo o órgão, na sequência, o extravasamento atingiu também o pátio da mineradora vizinha, a CSN.
Inicialmente, o material foi direcionado para um Sistema de Amortecimento de Material Particulado (SAMP), estrutura prevista para conter esse tipo de ocorrência. No entanto, devido ao grande volume e ao deslocamento abrupto de massa, o sistema não conseguiu reter todo o material, que acabou atingindo um pequeno curso d’água natural da região e, posteriormente, uma segunda empresa.
A reportagem da Itatiaia entrou em contato com a Vale e aguarda um posicionamento.
Danos ambientais
Durante a coletiva, também foi constatado que o
“Fizemos uma conferência em todos os planos de ação de emergência das barragens envolvidas, e podemos assegurar que não houve atingimento de nenhuma estrutura de barragem”, afirmou. As ocorrências seguem sendo acompanhadas pelos órgãos ambientais do Estado.
Também foi citado que o carregamento do material atingiu o Rio Maranhão. A Semed determinou ainda medidas para interromper a deposição do material sedimentar na região e desassoreamento de 22 SAMPS, além do monitoramento das águas próximo aos locais onde ocorreram os extravasamentos.
Equipes continuam fiscalizando as minas
Ainda de acordo com a Fiscalização da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), equipes continuam trabalhando no local para assegurar que as medidas sejam amplas e suficientes para conter toda a situação.
“Então, a gente está trabalhando nesses locais e temos equipe, junto com as coordenadorias municipais de Ouro Preto e de Congonhas, in loco, acompanhando em tempo integral”, disse o tenente Rogério Silva,
diretor de Segurança de Barragens da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil.
Duas ocorrências em menos de 24 horas
Duas estruturas da Vale na Região Central de Minas Gerais registraram ocorrências de extravasamento nesse domingo (25).
O primeiro caso foi durante a madrugada na mina de Fábrica, em Ouro Preto. O líquido
Assista abaixo:
Nota da Vale sobre os casos
“A Vale esclarece que os extravasamentos de água identificados em Congonhas e Ouro Preto no domingo (25) foram contidos. Ninguém ficou ferido e a população e as comunidades próximas não foram afetadas.
Nenhuma das duas situações tem qualquer relação com as barragens da Vale na região, que seguem sem alterações nas suas condições de estabilidade e segurança e são monitoradas 24 horas por dia, 7 dias por semana. A Vale esclarece, ainda, que não houve carreamento de rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos (terra).
A Vale realiza periodicamente ações preventivas de inspeção e manutenção de suas estruturas, que são seguras. A empresa reforça esses procedimentos durante o intenso período chuvoso. As causas dos dois extravasamentos estão sendo apuradas e os aprendizados extraídos serão imediatamente incorporados aos planos de chuva da companhia. A Vale segue à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.”