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Maioria dos alunos brasileiros tem nível baixo de criatividade, aponta ranking internacional

Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) revela resultados de exame sobre a criatividade pela primeira vez

Um levantamento do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), com tema “Mentes criativas e escolas criativas”, revelou que mais da metade (54,3%) dos alunos brasileiros apresentou baixo nível de criatividade para solucionar problemas. O dado foi divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira (18).

Na comparação entre 65 países, o Brasil ocupa a 49º posição. O ranking segue as notas obtidas com as provas realizadas por estudantes de 15 anos em 2022.

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Com 23 pontos, o Brasil está “entre os países que apresentaram resultado significativamente abaixo da média da OCDE”, explicou o diretor de Educação e Competências da organização, Andreas Schleicher, durante a divulgação do levantamento pela entidade.

Além do ranking, resultados da pesquisa mostraram que 87,4% dos estudantes brasileiros gostam de aprender novas coisas. Outro dado importante é que o Brasil está acima da média no quesito Pedagogia encorajando o pensamento criativo: 70,8% dos estudantes afirmaram ter a chance de expressar suas ideias no ambiente escolar.

Top 10

Singapura foi o país que apresentou estudantes com o melhor desempenho em termos de pensamento criativo. O líder do ranking obteve 41 pontos. Confira o top 10:

  1. Singapura - 41 pontos;
  2. Canadá - 38 pontos;
  3. Coreia - 38 pontos;
  4. Austrália - 37 pontos;
  5. Estônia - 36 pontos;
  6. Finlândia - 36 pontos;
  7. Nova Zelândia - 36 pontos;
  8. Bélgica - 35 pontos;
  9. Dinamarca - 35 pontos;
  10. Letônia - 35 pontos.

Metodologia

O estudo tem como proposta identificar as localidades que apresentam melhores resultados, no sentido de associar pensamento criativo aos currículos escolares. O Pisa é uma pesquisa internacional que ocorre de forma trienal com estudantes de 15 anos.

No estudo, são avaliados conhecimentos e competências para a participação na vida social e econômica. Pela primeira vez, o Pisa avaliou a capacidade dos estudantes de se envolverem no pensamento criativo.

* Sob supervisão de Lucas Borges.


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Pablo Paixão é estudante de jornalismo na UFMG e estagiário de jornalismo da Itatiaia
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