Babacal-MA: bombeiros voltam a ampliar área de busca por crianças desaparecidas

Após vasculharem 45 quadrantes, militares ampliaram buscas por crianças, inclusive por meio subaquático

Buscas ocorrem na comunidade do quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal

As equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão ampliaram a área de buscas por Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro anos, nesta sexta-feira (16). A procura pelas crianças já ocorre pelo 13º dia na região da comunidade do quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, no interior do estado.

Segundo o comandante-geral dos bombeiros, Celio Roberto Araújo, as buscas foram ampliadas para uma área maior após o espaço anterior, dividido em 45 quadrantes, ser minuciosamente vasculhado.

“Por isso, a operação de buscas está sendo ampliada com buscas subaquáticas, inclusive. As buscas no meio líquido também estão sendo feitas, seguindo determinação do Secretário de Segurança, no Rio Mearim”, disse o militar.

Nessa quinta-feira (15), cães farejadores da equipe de buscas apontaram que as crianças estavam em um terreno chamado de “casa caída”, próximo a um lago na região. As buscas foram intensificadas após o menino Anderson Kauã, de oito anos, primo das duas crianças, ser encontrado no dia sete de janeiro.

Até o momento, não foram encontradas outras pistas sobre o paradeiro das crianças. A nova estratégia agora é aumentar a região de buscas e intensificar os trabalhos em uma área maior.

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As crianças foram vistas pela última vez no domingo (4), enquanto brincavam em uma área de mata no quilombo. Anderson foi localizado em uma área de mata no povoado Santa Rosa. O resgate foi feito por três produtores rurais, que trafegavam pela região em uma carroça a caminho do trabalho e avistaram a criança nua em meio à vegetação.

Após ser encontrado, Anderson revelou às autoridades a dinâmica do desaparecimento. O menino contou que ele e os primos não haviam sido sequestrados e que ele e as outras duas crianças teriam entrado no mato sozinhos e acabaram se perdendo.

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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