Após reajuste de 5,4%, professores do estado em MG fazem greve nesta quarta (4)

Classe reivindica por um reajuste salarial de 41%, que considera ‘compensações’ para reajustes abaixo do piso do MEC em anos anteriores

Classe reivindica por um reajuste salarial de 41%, que considera ‘compensações’ para reajustes abaixo do piso do MEC em anos anteriores

Os professores da rede estadual de Minas Gerais fazem em greve nesta quarta-feira (4), anunciou o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG). A paralisação já estava marcada e foi mantida após o Governo anunciar, na segunda-feira (2), um reajuste salarial de 5,4% para 2026.

A classe alegou que o valor não contempla a totalidade da defasagem nos últimos anos e reivindica o pagamento de 41,83% de perdas acumuladas de 2019 a 2025.

“Nós queremos todos os anos, desde 2019 até agora, em que nós tivemos reajustes abaixo do que a portaria do MEC fixava ou em anos em que o MEC fixou reajuste o governo de Minas fez zero reajuste para a nossa categoria”, afirmou a representante da categoria Denise Romano.

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Por outro lado, o Executivo estadual destacou, em nota, que o pagamento dos salários foi definitivamente regularizado a partir de 2021. “Desde então, todo o funcionalismo recebe integralmente no quinto dia útil, com previsibilidade e segurança”, afirmou.

Ainda conforme o Governo, as recomposições salariais vêm sendo realizadas “apesar das restrições fiscais”. A administração estadual afirmou que em 2022, após mais de uma década sem revisão geral, foi autorizado reajuste de 10,06% para todo o funcionalismo do Executivo.

“Em 2024, nova recomposição de 4,62% foi aplicada aos servidores estaduais. Em 2025, foi anunciado o pagamento de auxílio-alimentação para as Forças de Segurança, representando acréscimo de até 34% na remuneração desses profissionais”, lembrou.

Ainda conforme o Governo, o reajuste de 5,4% vale para todo o funcionalismo público do Estado, o que inclui servidores ativos, inativos e pensionistas da administração direta e indireta do Estado.

Os professores, no entanto, alegam que o piso pago não corresponde ao estipulado pelo Ministério da Educação (MEC) para pessoas com ensino superior.

“Nós estamos já há oito anos sofrendo com esse pior salário do país que é praticado aqui no estado de Minas Gerais, sofrendo com falta de condições de trabalho, com a precarização da nossa categoria, sofrendo porque a legislação é descumprida aqui em Minas Gerais”, disse a representante da categoria Denise Romano.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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