A retirada do nome do carro estampado em baixo relevo nas chapas das portas já era previsto, uma vez que o modelo nacional será batizado de Argo. Além disso, esse detalhe ajuda a reduzir os custos de produção por utilizar uma confecção menos sofisticada.
O novo Fiat Argo terá outras mudanças visuais em relação ao Grande Panda europeu, como novo conjunto óptico e para-choques com desenho mais simples. O protótipo flagrado em testes no Brasil estava equipado com faróis halógenos, aparentando ser o protótipo de uma versão de entrada. As configurações mais caras deverão adotar iluminação em LED.
O hatch também mudará o aplique plástico que ornamenta as janelas traseiras, medida também adotada provavelmente para economizar na fabricação e, consequentemente, não comprometer a competitividade do modelo no mercado.
O interior também será adaptado para o mercado sul-americano visando a redução de custos de produção, adotando acabamentos mais simples nas versões mais baratas.
O novo Argo será feito em Betim a partir da plataforma compartilhada com outros modelos do Grupo Stellantis, como os Citroën C3, Aircross e Basalt, além dos Peugeot 208 e 2008.
Fiat Grande Panda
Mais moderna, essa arquitetura permitirá a adoção de motorizações eletrificadas, incluindo uma híbrida leve (MHEV), mais focada em custo-benefício que sistemas mais sofisticados, como o híbrido plug-in (PHEV) e o elétrico (BEV).
Motorizações conhecidas
O novo Fiat Argo será vendido no Brasil exclusivamente com motores 1.0 flex de três cilindros. As versões de entrada serão movidas pelo Firefly aspirado de 75 cv de potência e 10,7 kgfm de torque, enquanto as mais caras terão a variante turbo de 130 cv e 20,4 kgfm, com auxílio do sistema híbrido leve (MHEV), presente nos modelos Pulse e Fastback.
O 1.0 aspirado será vendido apenas com o câmbio manual de cinco marchas, enquanto o 1.0 turbo será comercializado com a transmissão automática CVT com sete marchas simuladas.
O motor Firefly 1.3 aspirado de quatro cilindros será destinado à exportação, rendendo 99 cv de de potência com gasolina e associado tanto ao câmbio manual quanto ao automático CVT.
A chegada do novo modelo, no entanto, não encerrará a produção do Argo atual. A Fiat voltará a ter duas gerações de um modelo com o mesmo nome – estratégia semelhante à adotada com Uno e Palio – mantendo a primeira geração com uma oferta reduzida de versões para atender frotistas.
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