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Consumo interno fraco limita alta na arroba do boi gordo, aponta Cepea

Oferta ajustada de animais e exportações aquecidas sustentam cotações, mas substituição por proteínas mais baratas trava avanços no campo

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China suspende três frigoríficos de carne bovina brasileira logo após liberar outros
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Os preços da arroba do boi gordo mantêm a firmeza no mercado brasileiro, sustentados pela oferta ajustada de animais terminados e pelo bom desempenho das exportações de carne bovina. Contudo, a resistência do consumo doméstico impõe um teto às cotações e impede novos ciclos de valorização no campo, conforme análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Apesar da força dos embarques para o exterior, o mercado interno segue como o principal gargalo para o avanço dos preços pagos ao produtor. Segundo pesquisadores do Cepea, a corrosão no poder de compra das famílias tem forçado uma migração no consumo diário, com a substituição da carne bovina por alternativas de menor custo, como aves, suínos e ovos.

Essa mudança de hábito desacelera a velocidade de escoamento da carne nos frigoríficos e na ponta varejista. Sem espaço para repassar reajustes ao consumidor final, as indústrias frigoríficas operam com margens comprimidas, reduzindo o apetite para ofertar valores mais altos na compra do boi gordo nas praças regionais.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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