Exportação de frango deve saltar 10,3% e liderar setor de proteínas, aponta ABPA
Projeções divulgadas pela ABPA apontam que o país pode embarcar até 5,875 milhões de toneladas de carne de frango em 2026, impulsionando a produção e o consumo interno dos setores avícola e suinícola

A exportação de carne de frango será o principal motor de crescimento da proteína animal brasileira em 2026. As projeções para o setor de avicultura e suinocultura foram apresentadas nesta terça-feira (28) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em coletiva de imprensa conduzida pelo presidente da entidade, Ricardo Santin.
Segundo os dados analisados por Santin, o maior avanço percentual do setor está nos embarques de carne de frango, que podem registrar um aumento de até 10,3% em 2026 na comparação com 2025. O volume exportado deve saltar de 5,324 milhões para até 5,875 milhões de toneladas. A tendência de alta segue para 2027, quando as vendas externas podem atingir 6,050 milhões de toneladas.
O desempenho aquecido do mercado externo também vai alavancar a produção nacional de carne de frango, estimada para crescer até 5,6% em 2026, alcançando entre 16,000 e 16,150 milhões de toneladas. No mercado interno, a disponibilidade por habitante deve subir 3,1%, chegando a 48,1 kg por pessoa ao ano.
Os embarques de frago fecharam a primeira metade do ano com o melhor resultado de toda a sua história, tanto em volume quanto em receita. De acordo com os dados da ABPA, o país embarcou 2,936 milhões de toneladas entre janeiro e junho, um avanço de 12,9% em relação ao mesmo período de 2025.
Carne suína e ovos mantêm curva de alta
O setor de carne suína também apresenta perspectivas positivas para 2026. A produção deve crescer até 5,0%, atingindo a marca de até 5,870 milhões de toneladas. Já as exportações suinícolas devem avançar até 5,9%, somando 1,600 milhão de toneladas. O consumo per capita no Brasil deve alcançar 20 kg por habitante/ano (alta de até 4,6%).
Já a produção de ovos tem projeção de crescimento de até 4,1% em 2026, totalizando 64,8 bilhões de unidades. O destaque no mercado interno é o consumo per capita, que deve superar pela primeira vez a marca dos 300 ovos por habitante ao ano, atingindo 301 unidades (alta de 4,5%). Por outro lado, as exportações de ovos em 2026 devem passar por um ajuste temporário, recuando até 26,6% (30 mil toneladas), com expectativa de forte recuperação de até 15,0% estimada para 2027.
Os números apresentados pela diretoria da ABPA consolidam o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal, sustentado pela alta produtividade e pelo ritmo aquecido das vendas ao mercado internacional.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



