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Exportações de ovos caem 32% em 2026, mas venda de processados bate recorde de 20 anos

Apesar do recuo nos embarques totais, produtos industrializados ganham espaço e respondem por 32% das vendas externas do setor

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Em maio, os embarques somaram 2,18 mil toneladas • Canva/ Banco de imagem

As exportações brasileiras de ovos registram um cenário misto nos primeiros cinco meses de 2026. Embora o volume total de embarques tenha encolhido de forma expressiva no acumulado do ano, o setor celebra uma mudança de perfil com o melhor desempenho das exportações de ovos processados para o período desde 2006.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos (somando as categorias in natura e processados) entre janeiro e maio deste ano. O montante representa uma retração de 32,5% em comparação com as 18,36 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025.

A desaceleração também foi sentida na passagem mensal. Em maio, os embarques somaram 2,18 mil toneladas, o que significa um leve recuo de 5,7% frente a abril. No entanto, quando comparado a maio do ano passado, o tombo é mais severo: uma queda de 59% nas vendas externas.

Ovos processados ganham espaço no mercado externo

Apesar do recuo nos volumes gerais, o setor de ovos processados (como ovos desidratados ou líquidos) desponta como o grande destaque do ano. Das exportações totais registradas na parcial de 2026, 3,99 mil toneladas corresponderam à categoria processada, com 32% de participação em todos os embarques nacionais do setor.

De acordo com os pesquisadores do Cepea, esses números evidenciam uma mudança sutil, mas estratégica, no perfil das vendas externas brasileiras. Trata-se da maior fatia de mercado conquistada pelos produtos processados para o período de janeiro a maio nos últimos 20 anos.

O que isso significa? A maior participação de ovos processados indica que o Brasil tem conseguido agregar mais valor às suas exportações do setor avícola, enviando produtos industrializados de maior valor comercial ao invés de limitar-se ao produto in natura.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde