O setor pecuário brasileiro iniciou 2026 com um ótimo desempenho. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), as
O salto operacional veio acompanhado de um faturamento de US$ 1,404 bilhão. Em comparação ao mesmo período de 2025, os números revelam um crescimento de 40,2% em valor e 26,1% em volume, consolidando o Brasil como o principal fornecedor global em um momento de ajustes na produção mundial.
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In natura lidera a pauta
A força do setor concentrou-se na carne in natura, que respondeu por quase 92% do faturamento total (US$ 1,292 bilhão). Outros segmentos também contribuíram para o recorde:
- Carnes industrializadas: US$ 58,5 milhões (7,9 mil toneladas).
- Miúdos: US$ 37,3 milhões (16,9 mil toneladas).
- Subprodutos: Gorduras e tripas completaram a balança comercial do mês.
China e EUA: pilares do crescimento
A China permanece como o parceiro comercial indispensável, com quase metade de tudo o que o Brasil exportou em janeiro. Foram 123,2 mil toneladas enviadas ao gigante asiático, um aumento de 35% em relação ao ano anterior.
No entanto, o destaque de aceleração ficou com os Estados Unidos. O mercado norte-americano importou 29,9 mil toneladas, um salto impressionante de 63% comparado a janeiro de 2025. Somados, China e EUA detêm 60% da receita das exportações brasileiras.
“O Brasil mostrou que mantém capacidade de exportar volumes relevantes mesmo em um cenário desafiador. Hoje, nossa carne chega a 177 países”, destacou Roberto Perosa, presidente da Abiec.
Diversificação de mercados
Além dos líderes, o mês foi marcado pela abertura e expansão em mercados estratégicos:
- Filipinas: Crescimento expressivo de 159%.
- Vietnã e Peru: Ambos com alta de 41%.
- Oriente Médio: Manutenção de fluxos constantes para Emirados Árabes e Egito.