O setor pecuário brasileiro recebeu com otimismo moderado a
Em coletiva realizada nesta segunda-feira (19), Perosa detalhou que o Brasil terá direito a cerca de 41,6 mil toneladas (42%) da cota de 99 mil toneladas sem tarifação compartilhada entre os países do Mercosul. No entanto, o benefício deve ser sentido apenas em 2027, devido à necessidade de aprovação nos parlamentos internacionais e à previsão de liberação gradual das cotas.
“Não é um volume tão grande, mas traz um impacto positivo na balança para nós”, avaliou o presidente da Abiec. Em 2025, o Brasil enviou 128 mil toneladas de carne para a UE, tendo como principais destinos Itália, Países Baixos, Espanha, Alemanha e Bélgica.
Projeções para 2026: resiliência frente ao mercado chinês
Apesar da novidade europeia, a Abiec projeta que as exportações totais de carne bovina devem permanecer estáveis em 2026. A estimativa é de que os embarques fiquem entre 3,3 milhões e 3,5 milhões de toneladas, patamar semelhante ao recorde de 3,5 milhões de toneladas alcançado no ano passado.
O grande desafio para este ano é o posicionamento da
Diversificação de mercados
Para compensar a possível redução no ritmo chinês, a estratégia das indústrias — que incluem gigantes como JBS, Marfrig e Minerva — é o redirecionamento de estoque e a abertura de novas fronteiras:
- Sudeste Asiático: Recentemente, o Brasil obteve autorização para exportar para o Vietnã.
- Negociações em curso: Há esforços diplomáticos e técnicos para acessar os exigentes mercados do Japão e Coreia do Sul.
- Expansão: O setor busca ampliar as vendas para as Filipinas e Indonésia.
Brasil no mercado global de carnes
| Indicador | Dados 2025 | Projeção 2026 |
| Volume Total Exportado | 3,5 milhões t | 3,3 - 3,5 milhões t |
| Exportações para UE | 128 mil t | Expectativa de alta (5-7%)* |
| Principal Comprador | China (50% do total) | Diversificação em curso |