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Analistas apontaram que o crescimento foi impulsionado principalmente pelas exportações e que esconde as fragilidades internas da economia chinesa. A economia cresceu 4,5% no quarto trimestre de 2025, atingindo as expectativas. Porém, registrou uma desaceleração significativa no fim do ano.
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O retorno de
O presidente chinês,
Segundo dados oficiais, as exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 20% em 2025, embora o número tenha tido pouco impacto na demanda por produtos chineses em outros mercados.
Comércio varejista e setor industrial
O comércio varejista, principal indicador do gasto interno, cresceu 0,9% em dezembro — o nível mais baixo desde a Pandemia de Covid-19 em 2022, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (ONE).
Em todo o ano, as vendas no varejo desaceleraram 3,7%. Para comparação, o indicativo apontou 4% em 2024.
“O impacto das mudanças no ambiente externo se aprofundou”, admitiu Kang Yi, da ONE. “A contradição interna entre uma oferta forte e uma demanda fraca é evidente”, acrescentou em entrevista coletiva, reconhecendo que “ainda persistem muitos problemas.”
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O governo chinês, em uma tentativa de estimular o consumo, flexibilizou a política fiscal do país e está subsidiando a compra de produtos para o lar. As medidas devem continuar em 2026, afirmou Kang.
“A implementação gradual de políticas para eliminar restrições irracionais no setor de consumo dará suporte ao crescimento do consumo”, assegurou.
Já a produção industrial cresceu 5,2% em dezembro, contra 5,8% no mesmo mês em 2024, informou a ONE. Ainda sim, o resultado de dezembro no último ano é superior ao do mês anterior.
“A atividade de dezembro sugere que o crescimento produtivo ganhou algum impulso no fim do ano, mas isso se deveu em grande parte à resiliência das exportações”, afirmou Zichun Huang, analista da Capital Economics. “Esperamos que o crescimento deste ano seja ao menos ligeiramente inferior ao de 2025", projetou.
* Com informações da AFP.