A Indonésia autorizou nesta quinta-feira (29) a
A medida consolida um ritmo acelerado de abertura comercial:
A
Distribuição das novas unidades habilitadas
A nova lista abrange unidades em oito estados brasileiros, demonstrando a descentralização e a capilaridade da indústria frigorífica nacional:
| Estado | Empresa / Localidade |
| São Paulo | JBS (Andradina), Minerva (Barretos) e Zancheta (Bauru) |
| Mato Grosso do Sul | JBS (Anastácio e Campo Grande) |
| Pará | Frigol (São Félix do Xingu) e Mercúrio (Castanhal) |
| Mato Grosso | Frigorífico Pantanal (Várzea Grande) |
| Minas Gerais | Primafoods (Araguari) |
| Rondônia | Distriboi (Ji-Paraná) |
| Tocantins | Cooperfrigu (Gurupi) |
| Maranhão | Fribal (Imperatriz) |
| Acre | Frisacre (Rio Branco) |
O ‘fator Acre’ e a pecuária regional
Um dos destaques do anúncio é a habilitação da unidade no Acre. O MAPA e a ApexBrasil estimam que o estado possa exportar mais de US$ 50 milhões em proteína animal (bovina e suína) ao longo de 2026. Para Luís Rua, que acompanha o setor diretamente da Gulfood, em Dubai, a inclusão do estado fortalece o desenvolvimento de uma “pecuária cada vez mais pujante” na região Norte.
Por que a Indonésia é estratégica?
Com uma população de aproximadamente 283 milhões de habitantes — a quarta maior do mundo — a Indonésia apresenta um cenário de consumo em franca expansão, impulsionado pelo crescimento da classe média urbana.
Para o Brasil, o mercado é atrativo por dois pilares fundamentais:
- Segurança Sanitária: O reconhecimento do rigoroso controle brasileiro.
- Conformidade Religiosa: A capacidade da indústria brasileira em atender às exigências de abate e processamento Halal (segue princípios do Islã tanto na produção quanto no abate), essencial para o país de maioria muçulmana.
“A Indonésia deve manter uma forte demanda por carne bovina brasileira ao longo de 2026", afirmou Roberto Perosa, presidente da Abiec, durante coletiva de imprensa realizada no início de janeiro.
Em 2024, as importações indonésias de produtos agropecuários brasileiros somaram US$ 4,2 bilhões. Embora os setores sucroalcooleiro e de soja liderem as estatísticas, a proteína animal ganha fôlego como um novo motor para o saldo comercial entre as duas nações.