Preço do café vai ficar mais caro ou barato em 2026?

Últimos anos foram marcados por variações climáticas severas, produção insuficiente e baixos estoques

Mercado ainda apresenta flutuações pontuais

Após um biênio (2024-2025) marcado por variações climáticas severas, produção insuficiente e baixos estoques — fatores que tornaram os preços no varejo instáveis —, os novos indicadores apontam para um mercado mais equilibrado. Com isso, o consumidor brasileiro pode esperar um cenário mais previsível para o preço do café em 2026.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), a tendência de manutenção do patamar de preços deve-se à indicação de uma safra boa e à previsão de um clima mais estável. Essa combinação deve favorecer as negociações e evitar variações bruscas no valor final pago pelo consumidor no supermercado.

Queda pontual e custo da matéria-prima

Apesar do otimismo para o próximo ano, o mercado ainda apresenta flutuações pontuais. Entre os meses de novembro e dezembro de 2025, foi registrada uma queda de R$ 4,58 no preço médio por quilo dos cafés nos estilos Tradicional e Extraforte.

Essa diminuição, contudo, é atribuída especificamente ao valor da matéria-prima no período e não deve ser interpretada necessariamente como uma tendência consolidada para os meses imediatos, dada a complexidade da cadeia produtiva.

Combate a fraudes é prioridade em 2026

Além do fator econômico, a ABIC confirmou que o Projeto Gôndola Certificada continuará sendo uma prioridade em 2026, contra o café fake. Em parceria com órgãos como o Ministério Público, Procon, Ministério da Agricultura (Mapa) e Anvisa, a iniciativa visa garantir que o café chegue à mesa dos brasileiros com segurança e qualidade.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde

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