O setor cafeeiro brasileiro encerrou 2025 com um ótimo desempenho financeiro. Segundo relatório do Conselho dos Exportadores de
Ao todo, o Brasil exportou 40,049 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um declínio de 20,8% frente a 2024. Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o recuo já era esperado devido à menor disponibilidade de estoque após o recorde de 2024 e aos impactos climáticos na safra passada.
O impacto do “Tarifaço” norte-americano
Um dos pontos mais críticos do ano foi a mudança no ranking de destinos. Pela primeira vez em anos, os Estados Unidos
“Nossos embarques aos norte-americanos despencaram 55% durante a vigência do tarifaço. Como o café solúvel segue taxado, o declínio nesse segmento continua se acentuando”, revelou Ferreira.
A Alemanha assumiu o topo do ranking com 5,4 milhões de sacas (13,5% do total), seguida pelos EUA (5,3 milhões) e Itália (3,1 milhões). No caminho inverso, o Japão e a China registraram altas expressivas nas importações, com crescimento de 19,4% e 19,5%, respectivamente.
Crise portuária e custos extras
Além das questões tarifárias, a infraestrutura brasileira foi um obstáculo. A falta de estrutura para contêineres e os
Café de alta qualidade garante a receita
O que salvou o balanço financeiro foi o investimento do cafeicultor em qualidade e tecnologia. Os chamados “Cafés Diferenciados” (sustentáveis ou especiais) representaram 20,3% das exportações totais, rendendo US$ 3,5 bilhões — um crescimento de 39,1% em valor na comparação anual.
“Somos a única origem no mundo que consegue exportar para mais de 120 países, respondendo por mais de um terço do market share global”, destacou Márcio Ferreira, reforçando que o mercado internacional aceitou pagar mais pelo produto brasileiro devido à sua excelência.
Resumo das exportações de café (2025)
| Indicador | Dados 2025 | Comparação (2024) |
| Volume Total | 40,049 milhões de sacas | - 20,8% |
| Receita Cambial | US$ 15,586 bilhões | + 24,1% |
| Preço Médio (Diferenciados) | US$ 432,78 / saca | + 39,1% |
| Principal Porto | Santos (SP) | 78,7% de participação |